Diretor do CGRIFES faz balanço do ano e fala sobre as perspectivas para 2018

O Conselho de Gestores de Relações Internacionais das IFES – CGRIFES realizou a última reunião de 2017 em novembro. Além de explicar a respeito dos propósitos do conselho, o diretor Fábio Alves da Silva Júnior (UFMG) fez um balanço das atividades realizadas durante o ano de 2017 e falou um pouco sobre as perspectivas para 2018. A atual coordenação foi eleita em 19 de abril de 2016 e fica em exercício até abril do próximo ano.

Qual é a finalidade do Conselho de Gestores de Relações Internacionais das IFES?

Reunindo os gestores responsáveis pelas relações internacionais em todas as IFES no país, o CGRIFES faz parte da estrutura organizacional da ANDIFES e seu Diretor integra a Comissão de Relações Internacionais da ANDIFES (CRIA). De acordo com o Regimento do órgão, o CGRIFES tem como objetivos: I. Assessorar a ANDIFES na construção de políticas de cooperação acadêmica internacional; II. Propor, em articulação com a CRIA, políticas de cooperação internacional no âmbito acadêmico, cultural, científico e tecnológico; III. Propor ações e soluções relacionadas às áreas de convênios e mobilidade internacional discente, docente e de técnicos-administrativos das IFES; IV. Propor a realização de eventos e atividades ligados às políticas de internacionalização das IFES ou apoiar a ANDIFES em suas proposições nessa matéria; V. Articular-se com os setores de relações internacionais dos órgãos federais, estaduais e regionais com vistas a sugerir e delinear as políticas para internacionalização das IFES; VI. Criar, manter e consolidar um banco de dados com informações sobre a internacionalização do ensino superior coletadas em nível nacional. VII. Consolidar e divulgar informações sobre internacionalização do ensino superior junto às IFES; VIII. Propor e organizar missões internacionais, em articulação com a CRIA; IX. Encaminhar à ANDIFES as propostas aprovadas pelo Plenário do CGRIFES, incluindo plano de metas e propostas de políticas de relações internacionais; X. Apoiar as IFES em seus processos de internacionalização.

Como o CGRIFES tem atuado diante da crise orçamentária que aflige as universidades?

A crise orçamentária atinge diretamente as ações de internacionalização. Em agosto deste ano, por ocasião da Assembleia Geral intermediária no CGRIFES, foi redigida uma carta endereçada à Presidência da ANDIFES, manifestando a preocupação dos gestores de relações internacionais com os cortes orçamentários e apoiando enfaticamente a mobilização da ANDIFES com o intuito de reverter a crise.

Como foi a reunião realizada no dia 28, em Brasília?

Os dois principais pontos de pauta da reunião do dia 28 de novembro foram a discussão sobre o Programa Institucional de Internacionalização (PrInt), lançado recentemente pela CAPES, e reflexões sobre a edição 2018 da Conferência Regional de Educação Superior (CRES) que será realizada na cidade de Córdoba, Argentina, no próximo ano. As discussões sobre o PrInt se basearam no edital 041/2017 e versaram sobre estratégias das IFES para submeterem propostas a esta chamada. No que diz respeito à CRES 2018, as reflexões se deram no âmbito da importância da conferência e no papel que a CRIA e a ANDIFES terão nesse evento.

Como o senhor avalia as atividades realizadas em 2017?

Em linhas gerais, o CGRIFES cumpriu as metas estabelecidas pela Diretoria. Do ponto de vista operacional, reformulamos o Regimento, lançamos um sítio web, desenvolvemos uma nova identidade visual para o CGRIFES e reforçamos nossos canais de comunicação internos e externos. Do ponto de vista da representação institucional, procuramos atender as demandas da CRIA sempre que solicitados, representamos as IFES em eventos no país e no exterior e discutimos estratégias para fortalecer o processo de internacionalização das IFES.

E quais as perspectivas para 2018?

Haverá eleição de uma nova Diretoria do CGRIFES em abril de 2018 e as ações do órgão nos próximos dois anos deverão ser resultado das propostas apresentadas pelas chapas que se candidatarem à Diretoria. Em linhas gerais, deverá ser mantida a defesa em prol de uma internacionalização vigorosa em todas as IFES e incentivadas as reflexões coletivas sobre como atuar para o aprimoramento desse processo.

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