UFRA inaugura setor de pesquisa e produção vegetal no campus Belém

A Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) agora conta com uma grande estrutura para auxiliar no desenvolvimento de pesquisas e projetos de extensão voltados à produção vegetal, atendendo a diversos cursos de graduação e pós-graduação. O Setor de Pesquisa e Produção Vegetal está localizado na área do Instituto de Ciências Agrárias (ICA), Campus Belém. Antes chamada de Setor de Pesquisa e Produção em Ambientes Protegidos, a área foi reformada e ampliada, contando agora com cinco Casas de Vegetação: duas para pesquisa, uma para produção de plantas ornamentais, uma para produção de espécies florestais e uma para espécies frutíferas.

O Professor Rafael Viana, um dos coordenadores do novo setor, explica que o maior objetivo é proporcionar aos estudantes conhecimentos sobre produção e comercialização de mudas, passando por todas as etapas envolvidas nesse processo. “Todos os grupos de atuação em pesquisa, ensino e extensão e os programas de pós-graduação da Ufra poderão ter espaço aqui dentro para desenvolver suas atividades. É um espaço de produção e pesquisa de fato, para que essas duas vertentes não sejam desvencilhadas”, diz o professor.

Outra vantagem apontada por ele é o incentivo ao empreendedorismo: “o aluno poderá ver de perto toda a parte da comercialização e observar que ele próprio também pode produzir com sustentabilidade e gerar renda com isso”. O recurso advindo da produção da venda das mudas será revertido para o ICA e parte dele será usado para a manutenção do próprio setor.

A ideia é integrar não apenas as casas de vegetação, mas toda a estrada do ICA, abrangendo a parte de comercialização às margens da estrada principal da Ufra, onde ocorre a Feira da Agricultura Familiar e onde será reformado e reativado o posto de vendas. Também serão integrados outros setores que já existiam, como o de sementes, o de plantas medicinais, o de produção de grãos e o setor de olericultura.  

A nova estrutura do Setor de Pesquisa e Produção Vegetal foi construída com recursos da empresa Vale S.A., através de dois projetos desenvolvidos em parceria com a Ufra: o Projeto Gramíneas Exóticas e o Programa de Conservação do Jaborandi Nativo da Floresta Nacional do Carajás. A implantação da estrutura contou com ajuda dos alunos do Grupo PET Agronomia

Inauguração – A cerimônia de inauguração ocorreu no último dia 10 de outubro e teve a presença da Vice-Reitora, Professora Janae Gonçalves; do Pró-Reitor Adjunto de Extensão, Jonas Castro; do Pró-Reitor Adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico, Cândido Ferreira Neto; do Pró-Reitor Adjunto de Assuntos Estudantis, Antônio Moreira; do Diretor do ICA, Rodrigo Souza; da Professora Gracialda Ferreira, coordenadora do Projeto Jaborandi; e dos representantes da Vale S.A.: Alexandre Franco, Sérgio de Souza Junior, Renan Rodrigues Coelho e Luiz Roberto Cunha Batista.

A Vice-Reitora falou sobre a importância das parcerias para ampliar as atividades da instituição: “temos clareza de que hoje precisamos buscar empresas que possam investir e alavancar projetos da Universidade voltadas ao desenvolvimento sustentável da região”, disse. Na ocasião, ela entregou certificados de homenagem às alunas Eloyza Marye Leão Cardoso e Camila Gurjão da Costa, por suas contribuições ao setor.

A Professora Gracialda Ferreira destacou o papel da Ufra no desenvolvimento da Amazônia. “Desenvolver a Amazônia diante da sua riqueza de recursos naturais não é uma tarefa difícil, mas demanda profissionais capacitados e habilitados em métodos e tecnologias que possam garantir sustentabilidade. Nesse contexto, a Ufra é uma instituição com grande responsabilidade, pois tem como missão formar profissionais qualificados, compartilhar conhecimentos com a sociedade e contribuir para o desenvolvimento sustentável da região”, declarou.

Para o aluno Alessandro Lima, que está no 10º semestre do curso de Agronomia, o novo setor só tem a contribuir. “É muito válido trazer isso aqui para a universidade. Esse espaço vai permitir que os alunos trabalhem muito mais essa parte da pesquisa, melhorar currículo, alcançar um mestrado um doutorado etc. É um espaço que vem para contribuir para a gente, tanto no crescimento científico quanto profissionalmente”.

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