UFRGS e AEL Sistemas formalizam cooperação sobre tecnologias de defesa

O reitor Rui Vicente Oppermann e o presidente da empresa AEL Sistemas Sérgio Horta assinaram na manhã desta quarta-feira, 18, protocolo de intenções para cooperação na realização de atividades de pesquisa, desenvolvimento de produtos, ensino e extensão na área de tecnologias de defesa. Estão previstas iniciativas na área de sistemas embarcados, sistemas optrônicos, de navegação e de comunicação principalmente para aplicações aeroespaciais e de defesa.

A cerimônia, realizada no Salão Nobre da Reitoria, teve a presença de diretores da AEL, de integrantes da Administração Central e de representantes de unidades acadêmicas da Universidade e também de militares representantes das Aeronáutica e do Exército. O professor do Instituto de Informática Edison Pignaton de Freitas, um dos pesquisadores que articulou a parceria, explicou que a aproximação entre UFRGS e AEL ganhou um impulso importante nas reuniões do Comitê da Indústria de Defesa e Segurança da FIERGS (COMDEFESA-FIERGS), em que participavam profissionais da empresa e pesquisadores da Universidade. “Nesses encontros, chegou-se ao entendimento de que estamos no momento apropriado de estreitarmos as relações e começarmos a viabilizar parcerias no contexto do esforço nacional de desenvolvimento de tecnologia de defesa e segurança baseado na cooperação de Tríplice Hélice, que reúne Forças Armadas, academia e indústria”, afirmou o professor.

Com a formalização do protocolo, “abrem-se as portas para qualquer pesquisador da UFRGS interagir com a AEL, de acordo com os interesses mútuos”, disse Pignaton de Freitas. Conforme o professor, em um primeiro momento foram envolvidos o Instituto de Informática, a Escola de Engenharia e o Instituto de Física, mas o acordo é amplo e abre possibilidades para todos os demais interessados.

O presidente da AEL Sistemas destacou a oportunidade do momento para a convergência da Tríplice Hélice no sentido de propiciar um círculo virtuoso de inovação que deixe um legado no Brasil e mantenha os talentos no País. O reitor Rui Oppermann também salientou a importância de parcerias deste tipo para evitar a evasão de profissionais qualificados. “Formamos profissionais que, em tese, devem estar voltados para a transformação social da nossa realidade. Portanto, devemos oferecer oportunidades e desafios para que os talentos fiquem aqui”, afirmou Oppermann.

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