A Capes e o ProEngenharia: mais e melhores engenheiros

A Capes e o ProEngenharia: mais e melhores engenheiros

Tendo angariado reconhecimento nacional e internacional, pela atuação no fomento, indução e avaliação do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG), em seus 63 anos de existência a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES, fundação vinculada ao MEC, incluiu uma prioridade no Plano Nacional de Pós-Graduação 2005/2010: o fortalecimento das Engenharias no País.

Dessa forma, em novembro de 2007, lançou o Edital Pró-Engenharias, visando “estimular no País a realização de projetos conjuntos de pesquisa (…), possibilitando a produção de pesquisas científicas e tecnológicas e a formação de recursos humanos pós-graduados nas áreas das Engenharias, contribuindo, assim, para desenvolver e consolidar o desenvolvimento de áreas consideradas estratégicas através da análise das prioridades e das competências existentes”. Foram aprovados 75 projetos, distribuindo em quatro anos, para 251 instituições de ensino superior (IES), recursos da ordem de R$32 milhões, sendo 34% de custeio e 66% de bolsas, dessas 356 de mestrado e 157 de doutorado.

A par dos bons resultados do citado Edital, com o crescimento da economia no Brasil e o consequente aumento da demanda por engenheiros, fartamente exposto em artigos e documentos, por meio da Portaria nº.37/2010, a CAPES instituiu um Grupo de Trabalho com a missão de “propor ações indutoras para estimular ingresso de estudantes nos cursos de graduação na área das engenharias, bem como o desenvolvimento da pesquisa, da pós-graduação, da produção científica e da inovação tecnológica”.

Em setembro de 2011, esse GT lançou o documento “Plano Nacional de Engenharia (Pro-Engenharia): Desenvolvimento Brasileiro – Vencendo os Desafios da Década 2011/2020”, que apresenta um diagnóstico profundo da formação de engenheiros no Brasil e destaca como principal objetivo aumentar, em quantidade e qualidade, o número de concluintes de graduação em Engenharia em IES públicas e privadas, bem como o de tecnólogos em cursos de nível superior de três anos.

A Fundação Getúlio Vargas e a CAPES realizaram também, em novembro de 2011, o workshop “Formação de Engenheiros: desafios para o desenvolvimento do país”, em Itaipava-RJ. Além disso, a CAPES participou de diversas reuniões de um Fórum de Engenharias, em São Paulo e Brasília, em 2013, com representantes da CNI, MEC, MCTI e diversas IES, visando definir uma agenda de ações direcionadas para a carência quantitativa e qualitativa de engenheiros no Brasil.

Apesar de o número de matrículas nos cursos de Engenharia ter subido 52% nos últimos três anos, segundo o Censo da Educação Superior do MEC de 2013, a proporção de alunos para cada dez mil habitantes na área é três vezes mais baixa do que Ciências Sociais, Administração e Direito. O grande desafio é a formação de engenheiros competentes e inovadores, com capacidade de contribuição efetiva ao setor industrial e à pesquisa, aptos a participar da criação de produtos e serviços competitivos, essenciais ao pleno desenvolvimento social do País e à sua inserção firme no cenário das economias mais fortes do mundo.

Nos anos de 2012 e 2013, estreitando parceria com a Associação Brasileira de Educação de Engenharia – ABENGE, a CAPES retomou ações do ProEngenharia, sob o lema “mais e melhores engenheiros”! De início, três focos foram adotados: capacitar docentes de Engenharia e Tecnologia em meios inovadores de ensino/ aprendizagem; apoiar cursos de graduação de Engenharia na modalidade de educação a distância (EaD) em rede nacional por IES do Sistema Universidade Aberta do Brasil – UAB; e melhorar a formação em Matemática e Física no ensino médio e anos iniciais dos cursos de Engenharia, para estimular o interesse dos alunos por essa área e reduzir a evasão.

As ações previstas pretendem contribuir para a correção de deficiências crônicas nos cursos de Engenharia, com ênfase na modernização de métodos pedagógicos, práticas de laboratórios e de projetos e no estímulo ao uso de tecnologias de informação e comunicação para a dinamização e flexibilização do processo de aprendizagem. Pretende-se que as ações sejam implantadas sem significativos aumentos de espaço físico ou corpo docente, mas numa campanha coordenada de motivação, paradigmas novos e mais eficientes, objetivos claros e firmes, de forma análoga à atuação da CAPES no SNPG.

No curto e médio prazo, as atividades e produtos previstos são assim resumidos:

  • Programa em Rede Nacional de Mestrado Profissional em Ensino de Engenharia e de Tecnologia (ProfENG): proposta da ABENGE submetida à CAPES, em maio/2014, aprovada em 2013 por Fórum de 20 IES públicas (UFBA, UFC, UFCG, UFJF, UFMG, UFOP, UFPA, UFPE, UFRGS, UFRJ, UFRN, UFSC, UFSCar, UFU, UnB, Unicamp, USP, EESC- USP, IME e ITA), e abertura para adesão de IES com cursos de Engenharia e Tecnologia, por edital em 2015.
  • Programa de Engenharia a Distância em Rede Nacional (UABEng): oferta de cursos de graduação EaD em Engenharia, apoiando experiências existentes do Sistema UAB (Engenharia Ambiental – UFSCar) e material didático já elaborado (Engenharias de Computação, de Produção e Elétrica: Unesp/Univesp, UFF/ Cefet-RJ/Cederj, UFMA), em parceria com a ABENGE e abertura para adesão e adaptações regionais de IES com cursos de Engenharia, por edital em 2015.
  • Elaboração e implantação de Ambiente Virtual de Aprendizagem Colaborativo: disponibilização de conteúdos e atividades inovadoras de Matemática e Física, em parceria com IES do Sistema UAB, para professores e estudantes do ensino médio e dos anos iniciais de Engenharia, visando modernizar e superar falhas recorrentes nessa formação.

Não se tem a pretensão de esgotar o tema ou estabelecer prioridades rígidas, mas, mediante a experiência da CAPES na pós-graduação, contribuir para melhorar a formação de nossos engenheiros. Toda solução ou mudança requer vontade política e esforço coordenado dos envolvidos, além de superar a burocracia acadêmico-administrativa que, não raro, inibe as intenções melhores e honestas.

Brasília, 23 de outubro de 2014

João CarlosTeatini de Souza Clímaco

Consultor da CAPES – ProEngenharia

Departamento de Civil e Engenharia Ambiental da UnB

Professor Associado IV (aposentado)

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