Andifes debate biossegurança no ambiente universitário

Andifes debate biossegurança no ambiente universitário

O relatório parcial das atividades da Comissão de Desenvolvimento Acadêmico da Andifes foi apresentado nesta quinta-feira (9), presidida pela reitora Joana Angélica (UFSB), durante o seminário virtual de “Propostas para biossegurança, contingências, meios pedagógicos e infraestruturas para as atividades de ensino, pesquisa e extensão”.

De acordo com a coordenadora do Colégio de Pró-reitores de Graduação da Andifes (Cograd), Isabel Quadros, o documento é responsável por estruturar uma proposta de protocolo de biossegurança para ser apresentado à sociedade e ao Congresso Nacional. A iniciativa partiu da Resolução 01/2020 da Andifes, que dispõe sobre propostas da Andifes para biossegurança, contingências, meios pedagógicos e infraestruturas para as atividades de ensino, pesquisa e extensão, decorrentes da pandemia e designou a Comissão de Desenvolvimento Acadêmico, Educação à Distância e Avaliação como responsável pela elaboração do relatório.

De acordo com o presidente da Andifes, reitor João Carlos Salles (UFBA), a sociedade brasileira enfrenta um de seus maiores desafios. “A pandemia mostra a desigualdade presente em nossa sociedade, a exclusão, vários traços que comprometem a própria capacidade de resposta à esse cenário. A universidade, entretanto, resiste e tem enfrentado a pandemia com toda sua energia em conhecimento e em solidariedade. Agora, precisamos desenvolver um plano para enfrentamento dessa situação de pandemia e, também, a situação pós-pandemia”, explica.

Ainda de acordo com Salles, a expectativa é que haja um relatório das discussões da comissão até o final de julho. “Estamos trabalhando para apresentar um projeto consistente e amplo, que possa garantir o retorno às atividades respeitando as condições sanitárias da forma mais precisa e responsável e que também garanta a qualidade das nossas atividades em ensino pesquisa e extensão. Nossa expectativa é que tenhamos, no final deste mês, um documento mais robusto é que mostre que o sistema de universidades federais está cumprindo sua missão perante a sociedade”, salientou.

O secretário-executivo da Andifes, Gustavo Balduino, ressaltou que as universidades federais trabalham incansavelmente na busca de uma vacina e que a discussão da retomada das atividades presenciais está diretamente ligada ao resultado das pesquisas nesse sentido. “Se tivermos uma vacina que possa ser aplicada em breve, trabalhamos com um cenário de curto prazo. Mas se a vacina precisa ser testada por um período e só poderá ser eficaz daqui a três meses, precisaremos trabalhar com um cenário diferente”, explicou.

Balduino ressaltou a necessidade de as universidades se manterem em diálogo com prefeituras e governos estaduais, uma vez que estão inseridas em todas as regiões brasileiras e as particularidades de cada localização precisam ser consideradas para definir protocolos locais.

Os reitores Dácio Matheus (UFABC), Cláudia Marliére (UFOP) e Joana Angélica (UFSB) destacaram que há preocupação entre os dirigentes das universidades federais com a retomada das aulas presenciais, pois acreditam que o trânsito de alunos causaria uma explosão na transmissão do vírus, não somente entre a comunidade acadêmica, mas nas comunidades externas onde esses alunos estão inseridos.

A partir disso, o reitor Dácio sugeriu um mapeamento da origem dos estudantes e dos servidores, juntamente com as informações relacionadas à transmissão do vírus por região, para verificar áreas de risco e sugerir quarentena àqueles que estejam sob-risco de transmissão do novo coronavírus.

As informações contidas neste seminário serão incluídas ao relatório final, que deve ser apresentado em algumas semanas.

Além do Cograd, O Colégio de Pró-reitores de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação das IFES (Copropi), o Colégio de Pró-reitores de Extensão das IFES (COEX), o Colégio de Gestores de Tecnologia da Informação e Comunicação das IFES (CGTIC), o Fórum Nacional de Pró-reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis (Fonaprace) e o Fórum de Pró-Reitores de Planejamento e Administração (Forplad) também estão contribuindo na elaboração do relatório.

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