Andifes lança relatório de acompanhamento do Reuni durante a Conferência Nacional de Educação

Andifes lança relatório de acompanhamento do Reuni durante a Conferência Nacional de Educação

 

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) lançou, no dia 30 de março, o “Relatório de Acompanhamento do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni)”. A publicação traz os dados da expansão das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) entre 2006 e 2010, no conjunto do sistema e individualmente. 

Com o intuito de apresentar aos profissionais da Educação o papel das Universidades Federais e o trabalho que vem sendo desenvolvido por elas ao longo dos últimos anos, notadamente a expansão e a reestruturação das unidades, a Andifes lançou o documento durante a Conferência Nacional de Educação (Conae), que ocorre em Brasília até o próximo dia 1 de abril. O organizador da Conae, secretário executivo adjunto do MEC Francisco das Chagas e o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) Roberto Leão receberam o relatório das mãos do presidente da Andifes, Alan Barbiero (foto acima).

Representantes de diversas entidades como União Nacional dos Estudantes (UNE), Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), Ministério da Educação (MEC), Fórum de Professores das Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), especialistas em Educação e delegados da Conae prestigiaram o lançamento do Relatório.

Números
Tomando 2007 como o ano de referência do Reuni, as universidades federais aumentaram em 49% a oferta de vagas nos cursos de graduação, o que representa 65.306 novas vagas até 2010 nestas instituições. Se considerado o Programa de Expansão para o Interior, que é anterior ao Reuni, são 77.279 novas vagas na rede.

O número de cursos aumentou de 2.190 em 2006 para 3.225 em 2010. Em consonância com as diretrizes gerais estabelecidas no projeto do Reuni, destaca-se a expansão dos cursos noturnos, que em 2006 eram 645 e até 2010 somarão 1.129, configurando um crescimento de 75% e das licenciaturas, cujo aumento da oferta chega a 43%, pois eram 767 cursos em 2006 e até este ano serão oferecidos 1.099.

O relatório ainda mostra os trinta cursos com maior número de vagas nas universidades federais. No topo da lista, estão as Engenharias (32.502), seguidas dos cursos de Letras (19.348), Matemática (11.000), Administração (9.167) e Pedagogia (7.493).

Regiões
O relatório traz ainda uma análise comparativa por região sobre o aumento do número de vagas e o crescimento percentual dos cursos com maior oferta em cada área do conhecimento: Agronomia, Engenharias, Letras, Matemática e Medicina. Os cursos de Engenharia e Letras são os mais ofertados. Nas regiões Norte, Sudeste e Sul, as Engenharias são os cursos com maior número de vagas e com maior crescimento percentual entre 2006 e 2010. No Norte eram oferecidas 1.509 vagas em 2006 e em 2010 serão 2.645, crescimento de 75,28%. No Sudeste, as Engenharias somavam 5.037 vagas e em 2010 serão 11.117, crescimento de 120,7%. O Sul alcançou crescimento de 119,5%; eram 3.428 vagas em 2006 e em 2010 serão 7.527.

Nas regiões Centro –Oeste e Nordeste, os cursos de Letras figuram junto das Engenharias. No Centro –Oeste eles são os mais ofertados, somando 10.117 vagas, enquanto as Engenharias tem o maior crescimento percentual:152,1%. O contrário ocorre no Nordeste: Letras tem o maior crescimento percentual, de 79,2% e as Engenharias tem a maior oferta de vagas: 8.092 oportunidades em 2010.

Pós-Graduação
Na pós-graduação, o crescimento foi de 35%, em cursos de mestrado e doutorado. Em 2006, as universidades federais ofereciam 1.099 cursos de mestrado e 639 cursos de doutorado, números que foram para 1.485 e 862 em 2010.

Inovações acadêmicas
Além dos números da expansão, o relatório também destaca inovações acadêmicas implantadas pelas Ifes, como políticas de combate a evasão, ações para ocupação de vagas ociosas, reestruturação acadêmico-curricular e ações de assistência estudantil.

Futuro
Atestado o sucesso do Reuni, agora a Andifes busca que a expansão das Instituições Federais de Ensino Superior se torne uma política de Estado, não apenas de um governo. Estudo encomendado pela Associação e apresentado no 8º Seminário Nacional do Reuni mostrou que atualmente um percentual de 13,9% de brasileiros entre 18 e 24 anos estão matriculados no Ensino Superior, 26,7% deles em instituições públicas.

Para a educação superior atender a 30% dos jovens com idade entre 18 e 24 anos, 40% deles matriculados em instituições públicas, os investimentos na área devem representar 10% do PIB brasileiro, dos quais 1,2% seriam destinados às Ifes. “Nós tínhamos cerca de 600 mil alunos, com o Reuni, chegamos a aproximadamente 1 milhão. Se considerarmos as metas do atual PNE, de atingir 2 milhões de alunos nas instituições públicas de Ensino Superior até 2020, precisaremos de um Reuni duas vezes maior”, afirmou o presidente da Andifes, reitor Alan Barbiero (UFT).

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