Andifes promove ato público em apoio às universidades estaduais fluminenses

A manutenção do financiamento da educação superior pública, a atual situação econômica e política do país e a crise financeira do Estado do Rio de Janeiro foram os principais assuntos abordados durante o ato público de apoio às universidades estaduais fluminenses, que a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais e Ensino Superior (Andifes) promoveu no dia 20 de fevereiro, no campus da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

O evento contou com a presença de mais de 40 reitores de universidades federais de todo o País, além de estudantes, professores, técnicos, e dos reitores das três instituições públicas fluminenses de Ensino Superior – Ruy Garcia Marques (UERJ), Luís César Passoni (Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro – UENF) e Maria Cristina de Assis (Centro Universitário Estadual da Zona Oeste – UEZO). A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Nísia Trindade Lima, também participou do evento.

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No ato, foi reiterada a fase de dificuldades que as Universidades públicas do Rio de Janeiro estão passando pela falta de recursos, em função da crise fiscal e como isso tem sido prejudicial para as atividades dessas instituições, atingindo diretamente estudantes, servidores e docentes. Na ocasião, a presidente da Andifes, Ângela Paiva Cruz (UFRN), destacou também que a UERJ, a UENF e a UEZO cumprem um papel determinante para o desenvolvimento dos municípios e do estado através de atividades de ensino, pesquisa e extensão. “É um momento de grande significado para o sistema público de educação superior do país. Trazemos aqui o apoio e a solidariedade dos reitores de todas as universidades que representamos para que estas três instituições consigam o financiamento adequado, regularizado mês a mês, e para que as atividades que vocês desenvolvem, de tamanha relevância social, voltem à normalidade e que vocês consigam dar contribuição que sempre deram”, declarou.

A professora Ângela ressaltou também que as universidades estaduais têm cumprido um papel importante na oferta de vagas na educação superior. “Nós passamos um pouco dos 12%; a maior parte dessa oferta se dá no setor privado e entendemos que os jovens brasileiros precisam dessa oportunidade. Pela sua situação econômica de vulnerabilidade social, precisam de um percentual maior de vagas no setor público”, disse no ato, realizado na UERJ.

Ela disse ainda que a Andifes buscará diálogo para ajudar a UERJ e que espera que a parceria acadêmica entre as instituições frutifique em benefício da sociedade brasileira. “Conjunturas econômicas negativas não podem ser argumentos para atos de corrosão da autonomia ou restrições orçamentárias sufocantes, que inviabilizam a educação pública gratuita e de qualidade, condição de inclusão e desenvolvimento do Brasil e base da democracia que todos desejamos”

O reitor da UERJ, Ruy Garcia Marques, disse que a crise enfrentada pela instituição está “totalmente dependente” da situação de calamidade pública do estado do Rio de Janeiro. Ele prevê uma solução somente em médio prazo. “Creio que a gente possa, até meados do ano, já começar a ver alguma modificação positiva no nosso cenário”, acrescentando que a própria universidade terá de contribuir, reduzindo custos.

Para o reitor da UENF, Luís Passoni, é necessário que a população se insurja contra o que está sendo feito da educação superior brasileira e defenda a autonomia das Universidades, que está garantida na Constituição Estadual do Rio de Janeiro, de 1989, e nunca foi cumprida. Ele observou que até hoje a autonomia universitária vem sendo postergada às custas de liminares do Supremo Tribunal Federal (STF).

A reitora Maria Cristina, da UEZO, concordou com as demais manifestações e acrescentou que tem convicção de que as comunidades acadêmicas das universidades estaduais saberão superar esse momento e agradeceu a solidariedade das universidades federais.

Ascom/Andifes, com informações da UFRJ e UENF.

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