Andifes realiza Seminário sobre Graduação e a Expansão das Universidades Federais

Andifes realiza Seminário sobre Graduação e a Expansão das Universidades Federais

Reitores e pró-reitores das universidades federais se reuniram dia 29 de novembro, no Seminário “Graduação e a Expansão das Universidades Federais”. O encontro teve como objetivo discutir a ampliação, consolidação e interiorização das universidades, bem como trabalhar as dimensões políticas e diretrizes para expansão.

O seminário faz parte do ciclo de atividades da Andifes para construir diretrizes para uma expansão das universidades federais.


A Universidade e sua função
O professor Luiz Passos (UFMT) falou sobre a universidade e sua função social. Passos acredita que as universidades devem humanizar as relações com o aluno por meio de um diálogo filosófico e social. Sobre qual a função da Educação o professor alega que o papel fundamental é formar pessoas, e pessoas, significa relação. “A condição do ser humano é resultado de sua criação. Por isso devemos somar as diferenças que são muito importantes”, disse Passos.

O secretário da SESu, Luiz Cláudio Costa, trouxe instrumentos que falam dos objetivos e critérios sobre a expansão e consolidação das universidades federais. Dentre eles está ampliação e democratização da oferta de vagas na educação superior e o fomento ao desenvolvimento regional e estimulo à fixação de profissionais qualificados no interior.

Expansão da Graduação
A presidente do Colégio de Pró-reitores de Graduação das Ifes da Andifes (Cograd), pró-reitora Nídia Majerowicz, mostrou que a oferta do ensino superior atualmente ainda é maior que o número de alunos que as universidades formam. Dados do Censo 2010 mostram que das 6.379.299 matrículas de graduação disponíveis nas 2.377 instituições de educação superiores brasileiras, cerca de 26% são de alunos das universidades públicas e dentro desse percentual quase 15% são das federais. Além disso, o número de concluintes nas IES cai de maneira elevada. Dos 973.839 alunos que se formam, cerca de 20% são das públicas e 10,3% desse percentual das federais.

Acerca de uma nova expansão a pró-reitora afirmou que é preciso construirmos dimensões políticas, estruturais e pedagógicas por meio de um planejamento sólido voltado ao desenvolvimento do país e as áreas profissionais e acadêmicas.

O presidente do Fórum de Pró-Reitores de Planejamento e Administração da Andifes (Forplad), pró-reitor José Nagib, falou dos desafios da expansão da graduação. Para ele o mais difícil está na obtenção de um financiamento adequado e de uma política de recursos humanos visando o recrutamento e capacitação servidores. “Falta acompanhamento de egressos e inexiste avaliação externa sistemática”, disse Nagib.

O pró-reitor reafirmou a importância do Decreto 7.233, de 19/07/2010 que dispõe sobre procedimentos orçamentários e financeiros relacionados à autonomia universitária e disse que é preciso que as universidades sigam os parâmetros e critérios instituídos pela norma. José Nacif solicitou que cada universidade observasse o artigo 4° parágrafo 2° do Decreto 7.233 que trata, entre outros itens relevantes, do número de matrículas e quantidade de alunos ingressantes e concluintes na graduação e na pós-graduação.

Confira as apresentações: Cograd e Forplad

Princípios norteadores para expansão da graduação
A reitora Maria Lúcia Neder (UFMT) falou dos desafios e princípios que norteiam a expansão das universidades. Para ela os princípios básicos do desenvolvimento educacional são a inclusão, democratização, autonomia, indissociabilidade (ensino, pesquisa e extensão), compromisso social e inclusão.

Para a reitora é preciso dobrar o número de alunos nos cursos de pós-graduação bem como ampliar os programas de ações de incentivo a mobilidade estudantil. Maria Lúcia garante que é preciso desenvolver e trabalhar com educação continuada.  “Precisamos ouvir a sociedade civil organizada”, disse Maria Lúcia. Confira a apresentação da reitora.

Para o reitor Roberto Salles (UFF) o eixo norteador para a expansão da graduação nas universidades é formar cidadãos com consciência crítica.
O reitor informou que houve um crescente desenvolvimento na UFF nos anos de 2006 a 2010. Ao todo a universidade está com 69 obras e 22 prédios em construção. Confira mais dados nas tabelas abaixo.

O reitor Paulo Gabriel Nacif (UFRB) falou que é fundamental que as universidades federais atuem na democratização do ensino, inclusão social e excelência acadêmica. Para o reitor estas diretrizes resumem o importante debate discutido no Seminário.

Compartilhar