Após polêmica, UnB propõe redação sobre “preconceito linguístico”

Após polêmica, UnB propõe redação sobre “preconceito linguístico”

Vestibulandos fizeram na manhã deste domingo as últimas provas do vestibular 2011 de inverno

Após a polêmica envolvendo o Ministério da Educação (MEC), que distribuiu à rede pública de ensino fundamental um livro de português que defende a tese de que “é certo falar errado”, o vestibular da Universidade de Brasília (UnB), realizado neste fim de semana na capital federal e em outras 10 cidades, utilizou como tema da redação as noções de preconceito e prescrição da Língua Portuguesa.

O Ministério da Educação foi criticado nos últimos dias por ter distribuído a escolas de todo o País livros da coleção “Por uma vida melhor”, que defendem que, em determinados contextos, é possível afirmar, por exemplo, a seguinte sentença: “os livro ilustrado mais interessante estão emprestado”.

A orientação para que escolas não “consertem a fala de aluno para evitar que ele escreva errado” consta dos Parâmetros Curriculares Nacionais desde 1997. No tema de redação aplicado pela UnB – considerado pelos alunos ouvidos pelo Terra como a prova mais difícil no primeiro dia de testes -, os vestibulandos utilizavam como apoio, entre outros textos, o poema “Língua Portuguesa”, de Olavo Bilac, fundador da Academia Brasileira de Letras, e uma canção de Caetano Veloso sobre as transformações por que passa a língua com a convivência entre os povos.

Ao final, o aluno deveria escrever uma redação com base no seguinte tema: “Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó: a língua de um povo não se faz com preconceito nem com prescrição”. No primeiro dia de prova foram apresentadas questões de Língua Estrangeira, Língua Portuguesa, Literatura, Geografia, História, Artes, Filosofia, Sociologia e Redação. Neste domingo, as provas são de Biologia, Física, Química e Matemática.

Compartilhar