“As universidades são um dos maiores aliados dos brasileiros no enfrentamento do coronavírus”

“As universidades são um dos maiores aliados dos brasileiros no enfrentamento do coronavírus”

Em coletiva de imprensa remota, na tarde dessa quinta-feira (20), a Andifes anunciou que 54 universidades federais já estão com resoluções visando o retorno emergencial remoto das aulas na graduação. Conforme informou o presidente, reitor Edward Madureira (UFG), a suspensão das aulas fez parte de um conjunto de ações para o enfrentamento da pandemia de forma proteger a comunidade acadêmica e a sociedade civil, uma vez que as universidades estão inseridas em todos os estados brasileiros.

“As universidades federais brasileiras jamais paralisaram suas atividades. Ao contrário, se apresentaram, desde o primeiro momento, para o enfrentamento desse vírus e dos desafios impostos pela pandemia, deixando à disposição os laboratórios e sua estrutura. O primeiro compromisso que assumimos foi com a vida, entre a comunidade interna, suspendendo as atividades presenciais e os calendários acadêmicos, mas também compromisso com a vida da população”, destacou o presidente.

O reitor afirmou que além de manter as rotinas administrativas, foram feitas adequações para atender às necessidades que foram surgindo no enfrentamento da pandemia. “As universidades passaram a realizar testes na população, atendimento de pessoas que foram infectadas pelo coronavírus, desenvolveram equipamentos de segurança, adequaram leitos hospitalares, além da dedicação na pesquisa, na assistência e na extensão. Enquanto durar essa pandemia, as universidades estarão à disposição do país. Elas são um dos maiores aliados da população brasileira no enfrentamento do coronavírus”, garantiu Edward.

O retorno das atividades de graduação está sendo realizado, de forma gradativa, respeitando a autonomia, as especificidades e a própria dinâmica da pandemia em cada território, e considerando as condições de biossegurança e o estabelecimento de meios técnicos e legais necessários. Dessa forma, as universidades aprovaram resoluções com distintos modelos e calendários para atividades remotas na graduação. Esses modelos têm como referências a preservação da saúde de alunos, docentes e técnicos, a mitigação de danos, a maior qualidade e inclusão possíveis. Haverá avaliações constantes de resultados e ajustes, quando necessário.

“Com a inviabilidade de retorno presencial, o cronograma previsto precisou ser adaptado, seguindo protocolos de biossegurança e de forma a garantir que todos os estudantes tivessem acesso às aulas, já que uma proporção significativa teria dificuldade de acesso à internet ou a equipamentos necessários para isso. Realizamos também o diagnóstico dos nossos meios, para que a nossa infraestrutura de TI conseguisse atender a toda a necessidade”, explicou Edward.

54 universidades já definiram o novo calendário remoto emergencial e, até setembro, praticamente toda a rede universitária federal estará com o ensino remoto emergencial em exercício.

Contexto
Desde a declaração da pandemia pela OMS, a exemplo de outras instituições em todo o mundo, as universidades federais suspenderam as atividades presenciais, salvaguardando pessoas. O apoio aos alunos que demandam assistência estudantil e aos grupos de risco foi uma prioridade. Visando à continuidade de atividades inerentes, buscou-se a compreensão da dinâmica da pandemia e suas inevitáveis consequências; orientadas pela ciência, experiência internacional e a solidariedade, promoveram estudos, diálogos com as autoridades federais, estaduais, municipais e com a comunidade acadêmica.

 

*A arte que ilustra essa matéria é de autoria da Unifap (@unifapoficial)

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