CEFET-MG – Campus mapeia dados sobre COVID-19 e disponibilidade de leitos no Vale do Aço

CEFET-MG – Campus mapeia dados sobre COVID-19 e disponibilidade de leitos no Vale do Aço

Levantamento traça a distribuição espacial dos casos confirmados na região e alerta para a baixa quantidade de leitos

Com o objetivo de contribuir para maior conscientização da necessidade de se manter as medidas de distanciamento social, o professor de Geografia do campus Timóteo Romerito Valeriano mapeou a disponibilidade de leitos de UTI nas microrregiões de Minas Gerais e a incidência dos casos confirmados de COVID-19 na região metropolitana do Vale do Aço.

Segundo o professor, o primeiro mapa teve inspiração em levantamento similar desenvolvido pelo campus Ouro Preto do Instituto Federal de Minas Gerais, em trabalho coordenado pelo professor Jairo Silva. “Optou-se pelas microrregiões e não pelos limites dos municípios porque os leitos de UTI de um município não atendem apenas a população dele e devem estar disponíveis para atender também a população dos municípios vizinhos”, afirma Romerito. De acordo com ele, a representação espacial permite constatar que a única microrregião que está mais confortável em relação à disponibilidade de leitos é a microrregião de Muriaé. A microrregião de Ipatinga, que concentra a maior parte dos municípios do Vale do Aço e onde se localiza o campus Timóteo do CEFET-MG, tem uma disponibilidade de leitos abaixo do recomendado pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB).

No segundo mapa desenvolvido, é possível observar a distribuição espacial dos casos confirmados de COVID-19 no Vale do Aço. “É possível notar no mapa de incidência que, apesar da maior parte dos casos se concentrar nos municípios com maior população, quando se divide o número de casos pela população dos municípios, percebe-se que a situação é ainda mais preocupante em alguns municípios com população pequena”, explica Romerito. Os mapas demonstram a dispersão dos casos em dois momentos distintos, o início do mês de abril e o início de maio. “À primeira vista já é notório como houve um aumento significativo do número de casos na região”, descreve o professor. “Os dados indicam que os casos de COVID-19 estão se dispersando cada vez mais na região, o que serve como mais um alerta”.

Ambos os mapas podem ser conferidos on-line:

Leitos de UTI para cada 10 mil habitantes;

COVID-19 na região e colar metropolitano do Vale do Aço.

 

Redação – Secretaria de Comunicação Social / CEFET-MG

Com informações docampus Timóteo

Compartilhar