CEFET – MG – Entenda as diferenças entre o Ensino Remoto Emergencial e EaD

CEFET – MG – Entenda as diferenças entre o Ensino Remoto Emergencial e EaD

Mais autonomia para o professor e maior contato com os estudantes são vantagens do modelo implantado no CEFET-MG

A partir de 3 de agosto, o CEFET-MG começa a ofertar o Ensino Remoto Emergencial (ERE) em todos os seus níveis de ensino. Apesar de algumas similaridades, diretores alertam que a modalidade não deve ser confundida com a Educação a Distância (EaD).

Segundo o diretor de Educação Profissional e Tecnológica e presidente da comissão geral para implantação do ERE, professor Sérgio Gomide, as modalidades se diferem em vários aspectos: “dos papéis sociais de alunos e professores às estratégias pedagógicas, passando por ritos de socialização, por condições de interação, pelas metodologias utilizadas e pelos processos avaliativos, entre vários outros fatores relevantes”.

A professora Danielle Marra, diretora de Graduação do CEFET-MG, ressalta que o Ensino Remoto a ser implantado na Instituição tem caráter temporário e emergencial. “Estamos vivendo uma situação de completa excepcionalidade em função da pandemia e foi autorizada pelo Ministério da Educação, de forma temporária, que os cursos presenciais possam ter aulas remotas”, afirma. Ela lembra que todos as graduações ofertadas no CEFET-MG são presenciais e a implantação do ERE em nada altera os Projetos Político-Pedagógicos dos cursos: “Assim que essa situação for sanada, os cursos voltarão a ser ofertados presencialmente”.

Além dessa diferença em termos de documentação, Danielle destaca a maior autonomia que os professores têm no ERE frente aos cursos EaD. A análise é compartilhada pela professora Laíse Ferraz, diretora adjunta de Pesquisa e Pós-Graduação. “O ERE permite que as disciplinas, e por conseguinte seus docentes, adotem práticas remotas com características exclusivas e individualizadas”, explica Laíse. “O EaD tem um formato padronizado, não cabendo flexibilizações”. Isso significa que os próprios professores são responsáveis pelo material didático e formas de avaliação de suas disciplinas, levando em conta o contexto de pandemia e as especificidades de cada turma. O modelo permite também um contato mais direto entre professores e estudantes. “Outra distinção é a obrigatoriedade da existência de tutores no EaD, cuja função é estabelecer contato direto com os alunos, dando-lhes suporte e esclarecendo dúvidas”, afirma Laíse. “Já no ERE, o discente tem contato diretamente com o professor da disciplina, eliminando-se a necessidade de um tutor”. Ela explica que o ERE estabelece o docente como facilitador do processo de aprendizado, “com interações remotas constantes entre professores e alunos”.

Esse contato também se faz pela forma de oferta das disciplinas. “Normalmente, no EaD as aulas são todas gravadas, praticamente não há interação com o professor. No ERE, temos atividades assíncronas (gravadas) e síncronas (ao vivo)”, explica Danielle. “O vínculo entre professor e aluno é muito forte e é mantido durante esse período remoto”.

Transmissão

As diferenças entre o Ensino Remoto Emergencial e a Educação a Distância serão termas de transmissão ao vivo que será realizada nesta sexta-feira (31). O evento é organizado pelo Grupo de Trabalho de Capacitação para o Ensino Remoto Emergencial, em parceria com a Escola de Desenvolvimento de Servidores do CEFET-MG. A transmissão começa as 14h30, pelo canal do CEFET-MG no YouTube. Saiba mais.

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