Cientistas da UFRN identificam célula que controla memória

Ao encontrar um velho conhecido, seu cérebro compara a imagem daquela pessoa às informações previamente armazenadas em sua memória. Contudo, a maneira pela qual o cérebro alterna, rapidamente, entre o modo de processamento de estímulos sensoriais, como a visão, e o de evocação de memórias permanecia desconhecido até agora.

Um grupo de neurocientistas do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (ICe-UFRN), em colaboração com cientistas da Universidade de Uppsala, na Suécia, descobriu uma peça fundamental desse quebra-cabeça. O estudo, publicado na revista Nature Neuroscience deste mês, é fruto de um convênio de cooperação científica financiado pela Capes.

“O cérebro pode ser comparado a um computador extremamente eficiente, capaz de processar, armazenar e recuperar uma quantidade enorme de informações diariamente”, aponta o neurocientista da UFRN Richardson Leão. “Ao contrário do computador, mostramos que o cérebro utiliza somente um mecanismo para gravar e lembrar memórias, alternando entre um modo e outro em frações de segundos”, completa.

No estudo, os cientistas descobriram que a ativação de um tipo específico de neurônios conhecidos por OLM altera o fluxo de informação do hipocampo, uma região cerebral que funciona como uma espécie de memória RAM do cérebro. O achado só foi possível graças a importantes avanços tecnológicos recentes. Para conseguir identificar as células OLM, por exemplo, o grupo sueco, liderado por Klas Kullander, gerou um camundongo transgênico cujos tais neurônios brilham quando iluminados por luz verde.

Por sua vez, o grupo dos cientistas brasileiros, comandado por Leão, injetou nesse animal um vírus geneticamente modificado, deixando as células OLM sensíveis à luz. Dessa forma, ao utilizar fibras óticas, os cientistas foram capazes de ativar e inativar essas células, lançando mão de uma nova tecnologia conhecida por optogenética.

“Em trabalhos anteriores, havíamos previsto que os neurônios do tipo OLM teriam um papel-chave no controle da memória. O animal desenvolvido na Suécia nos permitiu finalmente testar essa hipótese”, explica Adriano Tort, professor do ICe e um dos autores do estudo.
 
Na pesquisa, os cientistas mostraram que as células OLM modulam a entrada e a saída de informações nas vias do hipocampo. “Quando ativadas, essas células priorizam os sinais provenientes do próprio hipocampo, evocando memórias armazenadas ao mesmo tempo em que fecham a entrada de informações sensoriais nessa região”, explica Tort. Os cientistas também conseguiram demonstrar que o contrário ocorre quando essas células estão inativas.

Segundo Leão, o próximo passo é realizar estudos eletrofisiológicos no ICe, ou seja, uma investigação da atividade elétrica do cérebro, para entender de que forma as células OLM influenciam as ondas cerebrais no hipocampo, também envolvidas na formação de memórias.

Antes disso, o Richardson diz ser necessário vencer outros desafios e aponta um dos entraves da burocracia brasileira: “para a ANVISA, importar animais transgênicos para pesquisas científicas de financiamento público é tratado como biopirataria”, afirma.

 

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