Coordenação recorre de nota em mestrado profissional em Administração Pública

A coordenação do curso de Administração Profissional em Administração Pública em Rede Nacional (Profiap) está recorrendo da avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que pode descredenciar o curso.

Doutor e mestre em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas, o coordenador do curso e diretor da Escola de Administração e Negócios (ESAN) da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), professor Dario de Oliveira Lima Filho, afirma que o Profiap teve a avaliação prejudicada por falta de informações e, por isso, acredita há condições de reverter a nota.

Professor, o que é o Profiap?
O Mestrado Profissional em Administração Pública em Rede Nacional (PROFIAP) tem o objetivo de qualificar os servidores públicos para melhorar a prática administrativa avançada nas organizações públicas, contribuir no aumento de produtividade e efetividade e disponibilizar instrumentos, modelos e metodologias que sirvam de melhoria para gestão. Ele foi implementado em outubro de 2014, no formato semipresencial.

Como surgiu a implementação desse mestrado?
Surgiu da necessidade de criar uma oportunidade de investir na qualificação do quadro técnico-administrativo das Universidades Federais em toda a esfera nacional, sem que precisem se ausentar de suas sedes para ir a grandes centros, por exemplo. Podem se candidatar todas as pessoas portadoras de diploma de curso superior devidamente registrado no Ministério da Educação (MEC), mas o público-alvo são os servidores das universidades. Até 50% do programa pode ser realizado pelo processo de Educação à Distância (EAD), importantíssimo nesta realidade de expansão que vive as universidades, onde nem sempre é possível chegar o ensino presencial.

Qual é o conteúdo programático?
O Profiap consiste em um curso de Administração Pública, composto por oito disciplinas, sendo seis obrigatórias e duas optativas, e um trabalho de conclusão final, o TCF, que é o trabalho final em um mestrado profissional. Nesse TCF, o aluno tem que fazer um diagnóstico e um projeto de intervenção na organização onde está inserido, em âmbito geral ou específico. Ao mesmo tempo que faz o diagnóstico, faz um projeto de intervenção e mudança. Esse é o cerne do curso: após o estudo de disciplinas como administração pública, estado e sociedade, projetos públicos, gestão ambiental, transformação organizacional, propor a intervenção para mudanças e melhorias na universidade.

Qual é a abrangência do Profiap hoje?
Estamos presentes em 21 instituições, em todas as regiões brasileiras. Nós temos cerca de 500 alunos – um número considerável para um curso de mestrado. Já estávamos preparando a expansão, quando saiu a avaliação da Capes. Por isso, estamos em “stand by”, enquanto preparamos um recurso.

O curso obteve uma nota 2, na Capes, que pode descredenciá-lo…
Nós temos condições tranquilas de reverter [a nota], porque temos pauta para manter o curso. Há muitos equívocos na avaliação, além da falta de informação. Eles não conseguiram muitas informações importantes e, na falta delas, houve um prejuízo na avaliação. Há grandes blocos de avaliação do curso: professores, alunos, produção científica, e tem um bloco importante, que é a inserção social. Nesse último, nós ganhamos avaliação “bom”. O curso tem uma repercussão social imensa, está inserido nas quatro regiões brasileiras e dá oportunidade em localizações onde os alunos não teriam. E os servidores das próprias universidades têm condições de cursar o mestrado sem precisar se ausentar da instituição, sem precisar pedir afastamento para ir a um grande centro, por exemplo. A inserção social é fenomenal. Não faz sentido a nota que recebemos. No nosso recurso, estamos esclarecendo todos os pontos obscuros, para que a comissão que irá avalia-lo, a partir do dia 21 de outubro, possa rever a nota.

Quando será divulgada a avaliação do recurso?
Até o dia 20 de dezembro.

*O comitê gestor do Profiap é composto pelos seguintes docentes:

Dario de Oliveira Lima Filho – Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS)
Teresa Cristina Janes Carneiro – Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
Eliane Moreira Sá Souza – Universidade Federal de Goiás (UFG)
Marcos Tanure Sanabio – Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
André Longaray – Universidade Federal do Rio Grande (FURG)
Heloísa Pinna Bernardo – Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

 

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