Cotas raciais no CAp Uerj: polêmica

Cotas raciais no CAp Uerj: polêmica

Governo elabora projeto para reservar vagas em ‘vestibulinho’, diretor da escola faz ressalvas

O governo estadual está elaborando um projeto de lei para reservar vagas para negros nas próximas provas de acesso ao 6 ano do ensino fundamental do Colégio de Aplicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (CAp Uerj). Conforme antecipou ontem a coluna de Ancelmo Gois, o governador Sérgio Cabral quer estender as cotas raciais, que existem no ensino superior da Uerj desde 2001, ao processo seletivo da escola.

A previsão é que a proposta seja encaminhada para a Assembleia Legislativa em agosto para, então, ir à votação. No entanto, o diretor do CAp Uerj, Lincoln Tavares ainda não foi consultado pelo governo sobre a mudança e, a princípio, não se posiciona a favor:

— Essa conversa ainda não chegou aqui. A reserva de vagas nunca foi posta como eminentemente necessária. Já somos uma escola que contempla um número expressivo de estudantes pardos e negros. Para ser assim, uma cota por renda talvez fosse mais pertinente. Mas estamos abertos ao diálogo. Não tenho medo de fazer essa discussão.

O Colégio de Aplicação da Uerj realiza sorteio para o ingresso de alunos no seu 1º ano do ensino fundamental. Já para o acesso ao 6º ano, existe uma prova — o chamado vestibulinho. A comparação com o vestibular é pertinente quando se observa a relação entre candidato e vaga no colégio. Na seleção do ano passado, a escola teve uma proporção de 80,2 estudantes competindo por cada uma das 30 vagas ofertadas.

O professor Lincoln Tavares também questiona a inércia do estado em prover educação pública de qualidade. — Implementar política de cotas com as vagas que temos disponíveis seria um número irrisório. A discussão está sendo distorcida. Em vez de cobrar da instituição respostas sociais que não temos condições de dar, a sociedade deveria cobrar do governo mais instituições públicas de qualidade.

Frei David apoia as cotas raciais nas escolas

Frei David dos Santos, Diretor-executivo da Educafro, ONG nacional que promove a inclusão social de negros e pessoas de baixa renda na educação, comemora a postura do governador. — Fico feliz em saber que haverá cotas numa instituição de prestígio como o CAp Uerj.

Frei David também é a favor da reserva de cotas em colégios particulares, uma ideia que chama de ProUninho. Ele acredita que se todas as escolas oferecessem bolsas de estudo para pobres e negros, em pouco tempo seriam desnecessárias as cotas no ensino superior.

— As escolas particulares têm volume de conteúdo muito maior que o ensino publico, mas os vestibulares ainda são feitos em função do que é estudado em escolas privadas. É uma meritocracia injusta.

 

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