Dilemas da educação

Dilemas da educação

Em meados do século 20, o reconhecimento da educação como importante motor do crescimento econômico estava longe de ser consensual.

Estudiosos defendiam a ideia de que a melhora do capital humano de um país estava mais para consequência do que para causa do desenvolvimento. Desfeito o diagnóstico equivocado, o Brasil foi um dos países que tardaram a acordar para a necessidade de investir nessa área.

Agora, defronta-se com a questão crucial sobre o que pode ser feito para melhorar a qualidade do ensino, após o aumento da escolaridade nas últimas décadas.

A principal resposta política à demanda das ruas por educação melhor foi ressuscitar planos para ampliar investimentos. A discussão é controversa e pula uma etapa essencial do debate que deveria precedê-la: em que, afinal, é preciso investir?

Salas de aula cheias, titulação insuficiente dos professores e carência de investimentos em tecnologia estariam entre as causas do ensino de baixa qualidade no país.

Segundo o economista Eric Hanushek, da Universidade Stanford, que se dedica há décadas ao estudo dos fatores que têm impacto sobre o desempenho dos alunos, nada disso importa. Infraestrutura básica –como cadeiras, mesas, giz e biblioteca– é parte do que faz a diferença, de acordo com o pesquisador.

Sobre a formação dos professores, Hanushek diz que diplomas de pós-graduação não têm impacto na aprendizagem dos alunos, mas o conhecimento da disciplina ministrada sim. Essa conclusão aponta um entrave importante da educação no Brasil.

Em estudo publicado em 2007, o Inep (instituto ligado ao MEC) ressaltou ser “evidente a carência de professores com formação adequada à disciplina que lecionam”.

A pesquisa, que não foi atualizada, mostrava que apenas 44,7% dos professores de matemática e 48,4% dos de geografia dos anos finais do ensino fundamental apresentavam bagagem apropriada.

Estudos de outros especialistas oferecem pistas semelhantes às fornecidas por Hanushek. O economista Naercio Menezes, do Insper, também percebeu que o tamanho das turmas não afeta o desempenho dos alunos. Mas descobriu que, quanto mais tempo o aluno passa na escola, maior tende a ser sua aprendizagem. Sugere aumentar o número de horas de aula, ainda que isso resulte em mais alunos por sala.

No Brasil, há casos como o do município de Sobral (CE), que conseguiu avanços significativos na aprendizagem dos alunos com medidas como alocar os melhores professores para os alunos mais fracos.

Essas descobertas mostram que, antes de pensar em aumentar gastos, é preciso aprender a administrá-los melhor.

ÉRICA FRAGA é repórter especial – Publicação Folha de São Paulo

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