Dois universos

Dois universos

A segunda edição do Ranking Universitário Folha (RUF), lançada ontem, alterou critérios para classificar as 192 universidades do país. A pesquisa acadêmica, que em 2012 representava 55% da nota final, agora responde por 40%. Indicadores de ensino, em contrapartida, passaram de 20% para 32%.

Não se trata de modificação arbitrária, mas da tentativa de acomodar melhor, numa nota única, a dualidade que perpassa o sistema universitário nacional: a diferenciação crescente entre universidades de pesquisa e de ensino.

São vários os pontos de contato entre esses dois universos, por certo. Ambos têm por escopo produzir e reproduzir conhecimento, mas enquanto a ênfase das universidades de pesquisa está na criação, a das de ensino está na reprodução. Seria útil, assim, considerar sua evolução separadamente.

Hoje, dois terços das universidades se dedicam mais à formação de profissionais do que à produção científica. Parcela ínfima dos docentes dessas instituições, que em geral têm fins lucrativos, publica artigos científicos. Estes prevalecem nas universidades públicas, que ocupam 43 das 50 primeiras posições do RUF.

O MEC (Ministério da Educação) não reconhece essa distinção. Diferencia as universidades –das quais se exigem programas de pós-graduação, um terço de docentes em tempo integral e um terço de mestres ou doutores– dos centros universitários, que podem ter menos professores em tempo integral.

Por muitos anos, instituições particulares de ensino superior lutaram para se tornar mais parecidas com USP, UFRJ ou UFMG, satisfazer o MEC e obter o direito de ostentar o título de “universidade”.

Isso levou à proliferação de cursos de pós com baixa qualidade, à maquiagem do período integral e à contratação pro forma de mestres e doutores. Algumas instituições recorrem ainda ao expediente de empilhar alunos em classes virtuais de ensino a distância.

Haveria mais sentido numa atuação fiscalizadora do MEC que fosse exigente com as universidades de ensino, mas com indicadores mais propícios a medir a eficácia do aprendizado. Não faz sentido, por exemplo, tirar pontos de uma instituição por ela ter poucos docentes em tempo integral se sua missão é atrair para o ensino os melhores profissionais do mercado.

Esse é o tipo de ajuste conceitual a fazer para esclarecer o público acerca da diversidade das instituições de ensino superior e de suas respectivas vocações. Pode-se até cogitar a separação de uma terceira categoria, a de universidades privadas de caráter público, sem fins lucrativos, como as PUCs.

O Brasil precisa dessa variedade para engendrar a qualificação profissional, o conhecimento científico-tecnológico e a inovação imprescindíveis ao desenvolvimento. O modelo idealizado da universidade de pesquisa implica amarrar a maior parte do sistema universitário a um padrão irrealista.

Folha de São Paulo

 

 

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