Educação superior, a chave do desenvolvimento dos emergentes

Educação superior, a chave do desenvolvimento dos emergentes

Dentre as 30 maiores economias do mundo, as que mais cresceram na década passada são as que mais investiram em seu sistema universitário 

 

Não fosse pela palavra ‘superior’ no título, muitos pensariam que o artigo trataria do tradicional clichê do investimento em capital humano como forma crescer em um mundo globlalizado e altamente competitivo. Durante muito tempo, os economistas responsáveis por popularizar a teoria do capital humano convenceram as autoridades públicas que o único gasto indispensável do governo em educação era nos seus segmentos básicos. Esta é uma teoria originalmente conservadora, que surgiu nos anos 1960, nos EUA, quando se faziam urgentes argumentos “científicos” para fazer frente ao avanço do Estado na economia.

 

Hoje esta crença parece, em boa medida, superada. Dentre as 30 maiores economias do mundo, as que mais cresceram na década passada são também as que mais investiram em seu sistema universitário. E o top ten desta lista está dominado por nações emergentes como China (1º), Índia (3º) e Brasil (5º). Muitos poderão argumentar que este é um processo natural: quando as economias crescem, os investimentos fluem para diferentes setores, incluindo o da educação superior. Mas isto é não reconhecer que um número crescente de graduados representa uma maior qualificação dos trabalhadores, elevando assim a eficiência da economia no longo prazo.

 

Tomemos o exemplo do Brasil, talvez a potência econômica que mais se destaca atualmente no planeta por combinar, em um ambiente democrático consolidado, crescimento com distribuição de renda. A dimensão deste processo de desenvolvimento é ainda mais extraordinária se consideramos que os últimos anos são os piores do capitalismo desde a crise dos anos 1930. No período do governo Lula dá-se o pontapé inicial a este processo, ao se reorientar as políticas econômicas e sociais do Estado. Dentre as especifidades do novo modelo brasileiro está a retomada dos investimentos públicos na educação superior. Como resultado, expandiu-se a rede de ensino público superior e aumentou-se a regulação sobre a rede privada, dominando ainda de longe o setor.

 

Porém, muitas vezes a expansão da rede universitária nos países em desenvolvimento, por se dar em um período muito curto de tempo, encontra obstáculos. No Chile, o governo conservador tenta limitar o acesso por meio da imposição de taxas elevadas de matrícula. Na Colômbia, um projeto de privatização foi rechaçado pela maior manifestação de estudantes dos últimos tempos no país. O Brasil enfrenta no momento a mais abrangente das greves de professores de sua história em sua rede federal, devido à hesitação do atual governo em seguir investindo para garantir o sucesso da estratégia de expansão da rede de ensino superior.

 

Se esta hesitação, que o Brasil compartilha com outras economias do sul, pode ser compreendida em função dos riscos ainda perceptíveis de uma piora no cenário econômico global, ela não se justifica em um horizonte de longo prazo – o horizonte do planejamento, em que elementos conjunturais não entram na conta. Vamos direto ao ponto: os países mais avançados são também os que detêm a maior proporção de sua população jovem estudando em universidades. O recorde mundial é da Coréia do Sul (com impressionantes 100%), seguida de países da Escandinávia, Europa ocidental, EUA e Japão, com média de 60% a 70%.

 

Com os investimentos da última década foi possível se aproximar muito da meta estipulada pelo governo de 40% de jovens entre 18 e 24 anos nas universidades brasileiras, e atingir 1 milhão de estudantes atualmente cursando a rede de ensino superior federal. Isto já está fazendo diferença na criatividade de nossos trabalhadores, servindo agora com maior competência e capacidade os setores públicos e privados. E se qualificação se traduz por produtividade; produtividade, por sua vez, é sinônimo de crescimento econômico.

 

Porém, como gostava de dizer Celso Furtado, as frias relações entre as variáveis econômicas escondem muitas vezes elementos de natureza não-econômica fundamentais para se entender a trajetória de desenvolvimento dos países. São elementos em geral de natureza política e cultural. Não há processo de desenvolvimento que não se depare com forças conservadoras, composta de uma eilite intelectual que luta pelo status-quo, e mantém-se refém dos interesses da cultura dominante estrangeira. Para superar estes obstáculos, nada melhor que um povo bem informado e formado, de preferência em um sistema de ensino superior universal, público, gratuito e de qualidade.

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