Educadores criticam proposta de Mercadante de não mais fazer duas edições do Enem

Educadores criticam proposta de Mercadante de não mais fazer duas edições do Enem

‘Se o aluno passa por algum problema, acaba perdendo um ano inteiro’

RIO – Educadores criticaram a mudança de direção do Ministério da Educação sobre o número de edições anuais do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). Até o ano passado, o ex-ministro Fernando Haddad e a presidente Dilma Rousseff defendiam a aplicação de pelo menos duas provas por ano. Agora, porém, o ministro Aloizio Mercadante diz ser contra mais de uma edição anual. Em entrevista ao GLOBO, ele disse que o Enem custa caro e que o dinheiro do MEC poderia ser mais bem empregado em outras ações educacionais.

A maioria dos educadores ouvidos pelo GLOBO se mostrou favorável à realização da prova duas ou mais vezes por ano. Segundo o professor Márcio Branco, diretor do Colégio Pensi, a edição única contribui para aumentar a tensão dos alunos, além de prejudicar o planejamento.

— Parece que os responsáveis pelo exame não sabem aonde querem chegar. E se eles vivem essa indefinição, fica difícil para os avaliados saberem como se preparar. Da mesma forma, as instituições de ensino não conseguem traçar um projeto de médio e longo prazo para seus alunos — disse.

Sobre o número de edições anuais, Branco saiu em defesa da aplicação de duas provas diferentes. Para ele, isso deixaria o vestibular mais humanizado, já que os alunos fariam o Enem com mais tranquilidade, por saberem que teriam outra chance.

— A prova já centraliza a maior parte das instituições brasileiras num único exame. Então, se o aluno passa por um problema de saúde, por exemplo, ele acaba perdendo a preparação de um ano inteiro — ilustrou.

Para a diretora do Colégio Teresiano, Glória Fátima Nascimento, a insegurança em relação às tomadas de decisão do Ministério da Educação (MEC) é o que mais atrapalha as instituições de ensino.

— A escola tem que dar conta de uma série de conteúdos e ainda controlar a ansiedade de meninos de 16 e 17 anos que vivem uma grande pressão de entrar para uma universidade. E nunca sabemos se teremos mais de uma edição do exame. Uma prova única para todo o Brasil já é muito complicado. Uma edição só é mais complicado ainda. São milhões de estudantes tentando entrar nas universidades federais. Duas provas por ano, pelo menos, já melhorariam as chances e diluiriam a pressão — afirmou Glória.

A diretora executiva do Programa Todos Pela Educação, Priscila Cruz, também defendeu a aplicação de mais provas por ano. Ela argumenta haver muitas políticas e programas federais vinculados ao Enem, como ProUni e Sisu, que agregam um valor elevado à avaliação. Com mais oportunidades, Priscila acredita que o peso de toda a logística e da carga emocional sobre os candidatos seria amenizado.

Ela também rebateu o argumento apresentado por Mercadante, acerca dos altos valores envolvidos na aplicação da prova — a última edição teve custo estimado de R$ 271 milhões à União. Na visão de Priscila, diminuir esse montante é perfeitamente possível.

— O Enem é caro desse jeito porque o uso de tecnologia em sua logística é muito baixo. Num país em que as urnas eletrônicas se tornaram referência mundial, o uso dessas ferramentas deveria ser amplamente aplicado também num exame dessa proporção.

Roberto Salles, reitor da UFF, defende uma edição única, já que há ingresso nas universidades nos dois semestres, mas critica o argumento da economia de verba para investir em outros setores da educação.

— A pré-escola é prioridade absoluta principalmente nas regiões carentes, como no interior do Rio de Janeiro e do Nordeste. Mercadante também disse que precisa cuidar da pós-graduação e dos recursos da assistência estudantil. Mas economizar esse dinheiro achando que vai resolver essas questões é uma mixaria dentro da estratégia de melhorar a educação como um todo — diz Salles.

Já o diretor-geral do Colégio Sagrado Coração de Maria, professor Amaro França, é favorável à continuidade do modelo de apenas uma edição do Enem por ano. Ele acredita que uma versão com provas no primeiro semestre traria impactos para a matriz curricular das instituições. França também disse que as escolas já estavam preparadas para a manutenção do exame anual, mas criticou a postura do MEC de publicar decisões para depois serem revogadas.

— Essas decisões poderiam ser mais bem pensadas, pois, muitas vezes, se cria expectativas que não se concretizam — disse.

A presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares, Amábile Pacios, apoia a opinião de Mercadante:

— Duas edições do Enem por ano é um gasto muito grande para o país sem qualquer contrapartida de melhoria pedagógica. O exame também tem como objetivo dar um retrato do sistema educacional. Aplicá-lo em curtos períodos de tempo invibializaria trabalhar com os resultados. Além disso, seria muito desgastante para o aluno. Nesse momento, não vejo que seria a melhor estratégia. Pedagogicamente não ajuda nem as escolas nem os estudantes.

O Globo

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