EDUFRB lança e-books Desestrangeirizar a língua inglesa e Estudos inquisitoriais

A Editora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (EDUFRB) publicou os livros digitais Desestrangeirizar a língua inglesa e Estudos inquisitoriais, de autoria de professores e pesquisadores da UFRB e de instituições parceiras. Os e-books encontram-se disponíveis, gratuitamente, para baixar no site da EDUFRB.

O livro Desestrangeirizar a língua inglesa: um esboço da política lingüística (2019) é de autoria do professor de Língua Inglesa do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (CECULT), Flávius Almeida dos Anjos.

Com 120 páginas, o livro busca pensar alternativas “que visem a beneficiar aprendizes de línguas “estrangeiras” é também um meio de se promover a inclusão deles no processo de aprendizagem, mas, consequentemente, no cenário contemporâneo”, informa Flávius.

Para o autor, muito se fala no mundo globalizado e da necessidade de se aprender outras línguas para acessar este mundo e no caso do Brasil, onde se ocupa ainda uma posição nada agradável no tocante ao domínio da língua inglesa, baseados em dados divulgados pela Education First.

Segundo Flávius, essa instituição realizou teste de proficiência em 70 países, com 910 mil adultos, os quais não tinham o inglês como primeira língua. No bojo da avaliação foram examinados conhecimentos gramaticais, lexicais, de leitura e compreensão.

Os resultados apontaram que o Brasil está na 41ª posição entre os 70 países. No Brasil apenas 5% da população brasileira fala inglês, e desses, apenas 3% são fluentes.

Para ele, tais dados também parecem ser reflexo da fragilidade do ensino das línguas “estrangeiras” na educação básica, que ainda está à mercê de planejamento e políticas linguísticas frágeis, que ignoram a necessidade de ampliação da carga horária, de recursos didáticos/ tecnológicos, o número excessivo de alunos por turma e a elaboração de livros didáticos mais coerentes com as necessidades dos brasileiros.

O autor pesquisou que no caso específico da língua inglesa, no Brasil passa-se em média 7 anos estudando o idioma na educação básica e, ainda assim, a maioria dos brasileiros deixa esse nível de educação com pouca ou nenhuma habilidade nessa língua.

Flávius entende que é coerente o repensar das políticas linguísticas para o ensino da língua inglesa no Brasil. “Por isso é preciso repensar as práticas, os materiais, os livros didáticos, as abordagens etc. Nessa linha de raciocínio, é evidente também que o ensino tradicional da língua inglesa ainda foca no falante nativo, fomentando a ideia equivocada de que os falantes das culturas hegemônicas são os detentores dessa língua, focando, inclusive, de maneira exclusiva, na cultura nativa e nos conceitos do inglês padrão”.

Desestrangeirizar a língua inglesa: um esboço da política linguística apresenta argumentos sobre a necessidade de pensar o ensino da língua inglesa como uma questão de ordem política, sinalizando a imprescindibilidade de mudanças de abordagem de ensino/aprendizagem dessa língua.

O autor

Flávius Almeida dos Anjos graduou-se em Letras com Língua Estrangeira (Português-Inglês) e respectivas literaturas (UEFS), especialista em estudos linguísticos e literários (UFBA), mestre em Língua e Cultura (UFBA) e doutor em Língua e Cultura (UFBA). Coordenador do Programa de Extensão em Língua Inglesa (PROELI), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Tem interesse especial no ensino de conversação em língua inglesa, pedagogia crítica aplicada ao ensino de línguas, o ensino de inglês como língua franca global, leitura, interpretação e produção de textos em língua inglesa e materna, o ensino de línguas na perspectiva do letramento, elaboração de materiais para o ensino de inglês, ensino de línguas na perspectiva intercultural e da abordagem CLIL – Content and Language Integrated Learning, Sociolinguística da Língua Inglesa, identidade, ideologia, descolonização e desestrangeirização da língua inglesa.

Estudos inquisitoriais

Organizado pelos pesquisadores Marco Antônio Nunes da Silva e Suzana Maria de Sousa Santos Severs, os textos reunidos no livro em formato físico e digital são fruto do I Simpósio Internacional de Estudos Inquisitoriais, que pautou suas discussões sobre história e historiografia do tribunal inquisitorial moderno, reunindo em Salvador (BA), especialistas de diversas partes do mundo.

O livro Estudos inquisitoriais contém 446 páginas é a primeira de três volumes previamente programados.

Embora seja o resultado de trabalhos acadêmicos, os textos reunidos na obra apresentam abordagens em linguagem acessível, e são dirigidas aos leitores interessados na diversidade da história, e a um campo mais particular: a ação do Santo Ofício sobre corpos e mentes.

O livro foi escrito a partir de artigos científicos de pesquisadores da área, como o professor doutor em História, Alex Silva Monteiro (UFF); a doutoranda na Universiteit van Amsterdam (Países Baixos), Ana Margarida Santos Pereira; o professor doutor Angelo Adriano Faria de Assis (UFF); a fundadora e presidente do Museu da Tolerância de São Paulo, Anita Novinsky, professora livre docente de História do Brasil na USP; o diretor da Cátedra de estudos Sefarditas Alberto Benveniste, António Augusto Marques de Almeida; o professor doutor Carlos André Cavalcanti (UFPB); a professora da Universidade Estadual de Feira de Santana Elizete da Silva; e a professora catedrática aposentada do Departamento de História da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Elvira Meã.

Outros autores do livro são o professor Emãnuel Luiz Souza e Silva; a professora doutora Eneida Beraldi Ribeiro (USP); pesquisador visitante e escritor, James W. Nelson Novoa, a professora Lana Lage da Gama Lima, doutora pela USP; a professora doutora Lina Gorenstein (USP); a professora Marcia Eliane Alves de Souza e Mello (UFAM); o professor Marcos Silva (UFS); a mestre Maria Olindina Andrade de Oliveira; a doutora em História, Patricia Souza de Faria (UFF); o ex-professor Rogério Ribas (in memoriam)(UFF); o professor doutor Ronaldo Vainfas (UFF), a professora Sonia Siqueira (USP); o professor e escritor Yllan de Mattos (UNESP) e o doutorando Zózimo Trabuco (UFRJ).

Acesse:

Desentrangeirizar a língua inglesa: um esboço da política linguística.

Estudos  inquisitoriais: história e historiografia.

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