Em cinco anos, Edufba tem mais de meio milhão de downloads de livros digitais

Em cinco anos, Edufba tem mais de meio milhão de downloads de livros digitais

Editora publicou 124 novos livros no ano de 2015

Os livros digitais disponibilizados gratuitamente na internet pela Editora da Universidade Federal da Bahia (Edufba) bateram, em cinco anos, a marca de meio milhão de downloads. Levando em conta apenas os 20 livros da editora mais acessados  ?  de um total de 454 publicações atualmente online   ?  , foram 552.716 downloads no site do Repositório Institucional da UFBA, que hospeda a produção científica dos pesquisadores da Universidade Federal da Bahia.

Os números são resultado da política da Edufba de acesso livre às suas publicações online. “Somos uma instituição pública, que pesquisa com recurso público. Liberar o acesso é uma forma de dar retorno à sociedade. Como editora universitária, é preciso dar acesso aos livros, principalmente às pessoas que têm mais dificuldade de pagar pelo exemplar impresso”, explica a diretora da Edufba, Flávia Rosa.

Além da acessibilidade, a política de acesso aberto amplia a divulgação do conhecimento produzido pela Universidade – e, de quebra, desmente a ideia de que a disponibilização gratuita dos livros online implica em queda das vendas de exemplares impressos. “Se isso fosse verdade, não teríamos vendido mais de 77 mil livros impressos. O fato de o livro estar online contribui para que ele se torne mais conhecido, e, muitas vezes, quem quer ou precisa ter o exemplar físico acaba comprando, mesmo já tendo tido acesso à edição digital”, observa Rosa.

Atualmente, a Edufba conta com cerca de 35% de todo o seu catálogo online – só neste ano, 124 novos livros foram publicados. Desde 2008, os contratos com os autores passaram a conter uma cláusula de autorização à disponibilização para download gratuito seis meses após a publicação do livro impresso. Os livros podem ser baixados no formato “pdf” e, mais recentemente, no formato “ePub”, que proporciona uma leitura mais confortável numa quantidade maior de dispositivos (computadores, tablets, celulares, readers etc.) e mais recursos de leitura e edição. A propósito, o 20º ePub da Edufba acaba de ser publicado: “Candomblés: encruzilhadas de ideias”, coletânea organizada pelos pesquisadores Ana Cristina de Souza Mandarino e Estélio Gomberg.

 

Repositório

A política da Edufba de livre aberto aos livros só é possível graças à existência do Repositório Institucional (RI), um banco de dados online criado em 2010 para abrigar e disponibilizar toda a produção científica e artística da UFBA, em formato de texto, som e vídeo. Para isso, o RI conta com um servidor próprio, custeado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), e se baseia num software livre, o DSpace, desenvolvido pelo MIT e pelos Laboratórios HP especificamente para essa finalidade. Atualmente, o Repositório armazena 16.318 itens  ?  além dos 424 livros, há também 5.746 teses, dissertações e trabalhos de conclusão de graduação, 8.307 artigos científicos e 1.811 outras produções.

Idealizado no âmbito da pesquisa de doutorado da diretora da Edufba, o RI foi lançado em setembro de 2010 e, hoje, registra uma média de 3.005 acessos diários. Inspirado no repositório da Universidade do Minho (Portugal)  ? primeira universidade a pôr no ar um repositório digital em língua portuguesa  ? , o RI dispõe as publicações por comunidades temáticas (atualmente, são 36), e adota a estratégia do autoarquivamento. “A atualização fica por conta de cada unidade da UFBA, que pode designar um profissional para fazer o upload dos textos, ou mesmo deixar essa tarefa a cargo de cada pesquisador”, explica Rosa, que acumula a função de membro do Grupo Gestor do RI.

Além de textos escritos, o RI aceita também outras formas de registro, como fotografia, som e vídeo. Embora o uso da plataforma venha crescendo ano a ano, segundo Rosa, o repositório “ainda não faz parte do cotidiano de boa parte dos pesquisadores da Universidade”. “Temos incentivado a migração de bibliotecas digitais para o RI. Muitas unidades têm aderido, mas muita coisa ainda precisa ser sistematizada.”

ASCOM – Universidade Federal da Bahia

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