Emprego de bolsista da Capes terá que ser na área em que ele estuda, diz presidente do órgão

Emprego de bolsista da Capes terá que ser na área em que ele estuda, diz presidente do órgão

O bolsista da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) que decidir exercer uma atividade remunerada enquanto recebe o benefício terá que fazê-lo em uma área que “seja compatível” com o que estuda. A afirmação é do presidente da instituição, Jorge Almeida Guimarães. Na semana passada, o órgão liberou a obtenção de um vínculo empregatício mesmo que o estudante receba a bolsa.

“Por exemplo, se uma pessoa está fazendo um mestrado ou doutorado em licenciatura em ciências, ou filosofia, ou língua portuguesa, ou em matemática, a sua vinculação profissional [deve ser] relativa à área de estudo. Esta é uma exigência da portaria”, afirmou Guimarães, em entrevista ao site da Capes.

De acordo com o presidente do órgão, a ideia, com a medida, era reforçar as áreas de tecnologia, saúde e educação básica. Quem deve autorizar o exercício profissional do aluno é o orientador.

“Não está previsto que a instituição ou o próprio curso como um todo diga que isso não vai ocorrer, mas entendo que muitos coordenadores de cursos podem vir a questionar essa decisão. Todavia as instituições têm autonomia para decidir em contrário. A Capes não vai interferir se houver uma decisão desse tipo”, disse.

Guimarães afirmou que quem já abriu mão da bolsa por ter vínculo empregatício não poderá reivindicá-la novamente. “Este caso cairia naquela regra de que todos poderão ter bolsa e não há essa perspectiva no sistema. Mas se o curso tiver quota de bolsa não utilizada, poderá concedê-la nesse caso.”

Pela portaria publicada no último dia 16, caso fique comprovado algum desrespeito à nova norma, o aluno pode ter que devolver o dinheiro da bolsa à Capes.

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