Estudantes desocupam prédio da Federal de Rondônia

Estudantes desocupam prédio da Federal de Rondônia

Imóvel estava ocupado desde 5 de outubro. Desmobilização ocorreu após renúncia do reitor

 

 

RIO – Professores e estudantes da Universidade Federal de Rondônia (Unir) encerraram nesta terça-feira (29) a greve que durava quase 80 dias e também desocuparam o prédio da instituição. O imóvel estava ocupado desde o dia 5 de outubro. Os manifestantes pediam a renúncia do reitor José Januário de Oliveira Amaral, que ocorreu no dia 23 de novembro. Os estudantes entregaram o prédio na noite desta terça-feira. Segundo eles, foram lavados o chão, paredes e escadas, o auditório e consertaram problemas nos banheiros. As chaves do prédio foram entregues à reitora em exercício, Maria Cristina Victorino França. Um calendário de reposição de aulas já começou a ser montado. Os alunos devem voltar às salas de aula na próxima segunda-feira.

 

Em seu primeiro dia como reitora em exercício da Unir, Maria Cristina Victorino França afirmou que o momento atual é retomar o funcionamento normal da instituição. Maria Cristina assume o cargo por um curto período, até que sejam convocadas novas eleições. O prazo pode ser estendido, já que as férias devem começar no próximo mês. A nova reitora já ocupa o cargo, mas será oficializada como reitora interina após a publicação da exoneração de Amaral no “Diário Oficial da União”. Ela tem, por lei, até 60 dias para convocar novas eleições para a próxima gestão de quatro anos.

 

Mas, segundo o Ministério da Educação, esse prazo pode ser dilatado para evitar que o processo eleitoral aconteça durante as férias. A nova reitora afirmou ainda que a comissão organizadora do vestibular da Unir já se reuniu para definir as novas datas de inscrição dos candidatos. A Federal de Rondônia aderiu ao Enem e não deve aplicar provas exclusivas aos inscritos.

 

Januário Amaral decidiu renunciar ao cargo na última quarta-feira. A ele, creditam a maioria dos problemas pelos quais passa a universidade: obras paradas, laboratórios prestes a explodir, salas abandonadas e verbas que desapareceram.

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