Estudo analisa a vírgula na construção da redação do ENEM

Estudo analisa a vírgula na construção da redação do ENEM

Colocar ou não a vírgula em determinado texto? Essa foi a questão levantada no projeto “O (não) emprego da vírgula para construção do gênero textual Redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM)”, desenvolvido pela professora e orientadora Suelen Érica Costa e a bolsista de Iniciação Científica Isabella Giulia Silva, estudante do 3º ano do ensino médio em Eletroeletrônica do CEFET-MG, campus Contagem. A pesquisa conquistou o primeiro lugar na 13ª Semana de Ciência e Tecnologia do CEFET-MG do campus.

O objetivo do estudo é descrever, analisar e interpretar as hipóteses realizadas por um grupo de estudantes do ensino médio/técnico ao empregarem, ou não, a vírgula para construção da textualidade do gênero Redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). A ideia é compreender as intenções discursivas de quem escreve e o porquê do (não) emprego da vírgula e/ou do seu uso diferenciado, em relação à indicação gramatical.

“O projeto revela como os falantes da língua e aprendizes da escrita têm papel ativo no processo de interação com o objeto de aprendizagem, a vírgula. Conhecendo ou desconhecendo as regras gramaticais, quanto ao emprego da vírgula, os falantes levantam hipóteses sobre a função desse sinal de pontuação para construção da textualidade dos gêneros textuais produzidos em eventos de letramento, como o gênero Redação do Enem”, explica a professora.

Segundo a professora, a pesquisa é relevante, pois demonstra que a vírgula não pode ser estudada de modo dissociado dos diversos gêneros textuais nos quais ela aparece. “Esses gêneros que circulam na sociedade têm propriedades gramaticais, textuais e sóciodiscursivas dissemelhantes. São essas propriedades que influenciam a escolha e o emprego desse sinal de pontuação”, pontua.

O ensino da pontuação, para a professora, contrapõe à concepção tradicional de que deve ser realizado a partir do nível frasal, que descartam a intenção discursiva do falante e escrevente ao produzir gêneros textuais. A pontuação deve ser trabalhada conforme os gêneros escritos elencados para cada série/etapa do ensino médio.

Além de ter sido apresentada na 27ª Mostra Específica de Trabalhos e Aplicações (META), a pesquisa foi selecionada para participar da 5ª edição da Feira Brasileira de Colégios de Aplicação e Escolas Técnicas (FEBRAT), realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O projeto está em andamento e é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG) e pelo CEFET-MG.

“É um estímulo para que a bolsista, ao dar continuidade aos seus estudos em nível superior, participe e desenvolva projetos de natureza científica. Para mim, é um convite para a realização de novos projetos que permitam aos estudantes o desenvolvimento do pensamento científico e criativo, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas de pesquisa relacionados à área dos Estudos Linguísticos”, ressalta Suelen.

Secretaria de Comunicação Social / CEFET-MG

 

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