Hospitais universitários receberão R$ 756 milhões

Hospitais universitários receberão R$ 756 milhões

Os hospitais universitários receberão R$ 756 milhões para investimento em infraestrutura, manutenção e recursos humanos. O valor veio de um empréstimo do Banco Mundial (Bird). A verba integra plano de ações do governo brasileiro que, nesta quarta-feira, 27 de janeiro, instituiu o Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf). A ideia é unificar as necessidades de cada instituição, propondo um orçamento global para o custeio das despesas dos hospitais.

“O grande ganho do decreto é consolidar num único documento o espírito do programa dentro de um orçamento global”, ressalta Gustavo Romero, diretor do Hospital Universitário de Brasília (HUB). A proposta do Rehuf é destinar recursos pré-estabelecidos para cada unidade hospitalar, de modo a cobrir todos os custos que envolvem o funcionamento dos hospitais.

No sistema atual, parte do repasse de verbas é feito de acordo com o volume de produção, ou seja, depois que os procedimentos são realizados, e nem sempre cobrem os gastos. O MEC fará o acompanhamento da distribuição dos recursos ao longo da execução do programa.

REESTRUTURAÇÃO – O presidente da Comissão de Hospitais Universitários da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior), Natalino Salgado Filho, acredita que o Rehuf é um projeto de recuperação da estrutura e diagnóstico das condições dos hospitais. “O decreto é uma política de modernização. Nesse modelo novo de financiamento, os hospitais vão ter um plano de metas tanto na assistência médica quanto nos projetos de ensino e pesquisa”, diz. Os planos de reestruturação começam já em 2010 e têm quatro anos para serem concluídos.

Gustavo Romero, diretor do HUB, acredita que o primeiro ano será de muito trabalho. Será preciso contratar novos servidores, pois o HUB conta com um déficit de 605 funcionários no quadro de pessoal. “Não adianta fazer reestruturação apenas da parte física se não há concurso. A recomposição do quadro é uma necessidade urgente”, diz.

Thais Antonio – Secom UnB

 

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