Livro da Editora UFMG analisa dramaturgia na dança-teatro de Pina Baush

Livro da Editora UFMG analisa dramaturgia na dança-teatro de Pina Baush

A Editora UFMG lança no dia 7 de novembro o livro Dramaturgia na dança-teatro de Pina Bausch, da bailarina e professora da Universidade Federal de Viçosa, Juliana Carvalho Franco da Silveira. O Evento acontece das 11h às 13h, no Café com Letras Savassi, em Belo Horizonte.

O livro busca evidenciar os dispositivos de composição utilizados por Pina Bausch (1940-2009) na construção dramatúrgica das peças do Tanztheater Wuppertal, de 1973 a 2009. Neste estudo, refletir sobre dramaturgia significa observar a criação das peças em todo o seu contexto de produção: composição, estruturação, escolhas temáticas, estéticas, procedimentos dos processos de criação e do treinamento dos bailarinos.

A autora

Juliana Carvalho Franco da Silveira é bailarina, pesquisadora e professora do Departamento de Artes e Humanidades da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Mestre em Artes pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Orelha

A reflexão sobre dramaturgia, desde Aristóteles bastante presente nas teorias sobre o teatro, tem sido trazida para a dança de forma crescente, como é mostrado neste livro. A importância de estudar a dramaturgia na dança-teatro de Pina Bausch se nota pelo fato de que essa artista revolucionou a linguagem da dança, quebrou as barreiras entre a dança e o teatro e criou possibilidades para ambos os gêneros.

Na intenção de estabelecer parâmetros para o entendimento da composição dramatúrgica das obras de Pina Bausch, foram identificadas duas fases que se diferenciam em relação aos processos de criação das peças: antes e depois do método das perguntas.

Centrando na segunda fase –que é a mais longa, de 1978 a 2009 –, dentre os dispositivos de composição encontrados, podem-se destacar o método das perguntas, a estrutura da colagem, o uso de figurinos que explicitam papéis sociais e o uso de cenários com materiais orgânicos e objetos do dia a dia, em uma dramaturgia que se constrói durante o processo de criação e tem como base o olhar de

Bausch sobre as experiências de seus bailarinos.

O trabalho da diretora alemã desenvolveu-se no que Norbert Servos chama de “teatro da experiência”. Ao observar os dispositivos de composição citados, percebe-se que a dramaturgia na dança-teatro de Pina Bausch busca absorver e refletir a vida contemporânea a partir da experiência, expandindo as possibilidades expressivas tanto da dança como do teatro e alimentando a busca por novas formas de expressão para ambos os gêneros.

CEDECOM – Universidade Federal de Minas Gerais

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