Livro da EdUFSC mostra nova face rural de Santa Catarina

Livro da EdUFSC mostra nova face rural de Santa Catarina

Agricultura familiar, movimento dos sem terra, assentamentos, terras do Contestado, especulação e urbanização, impacto ambiental, êxodo rural, exploração dos pequenos produtores, mudanças nos hábitos alimentares e formas de produção, a “revolução verde” e a educação do campo são alguns dos temas e aspectos dissecados por 12 autores nos oito artigos apresentados no livro O espaço rural de Santa Catarina – novos estudos, organizado pelos pesquisadores Nazareno José de Campos, Marlon Brandt e Janete Webler Cancelier.

O novo título da Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC) contempla experiências e pesquisas desenvolvidas nas várias regiões do Estado, fornecendo um panorama histórico e contemporâneo do desenvolvimento rural em diversos setores, tanto no litoral como no interior. Segundo os organizadores, o processo histórico-social sobre o espaço territorial catarinense possibilitou a caracterização de formações socioespaciais bem distintas.

“O meio rural desempenhou, desde os primórdios da ocupação, um forte papel no processo de desenvolvimento econômico e social, com um importante destaque à agricultura familiar”, frisaram. Ressaltam também que SC, à esteira do processo de produção e transformação do campo, assumiu posição de liderança na agricultura e na agropecuária. Os pesquisadores estudam a realidade, as condições, as causas e fatores que permitiram o status alcançado. As transformações ocorridas, avaliam, refletem “mais interesses ou contextos nacionais e/ou mundiais do que propriamente regionais”.

O livro aborda, de forma plural e crítica, diversos temas e assuntos relacionados ao mundo rural, especialmente no campo geográfico. São autores de uma nova geração revelando suas visões sobre o espaço rural, “buscando atingir não apenas a comunidade acadêmica, mas também um público mais amplo” torcem os organizadores da publicação, que preenche uma lacuna bibliográfica na geografia catarinense. Os artigos dissecam e problematizam os dilemas rurais do Vale do Itajaí, da Grande Florianópolis, do Sul do Estado e principalmente da região Oeste. Por exemplo, em relação ao município de São José, a sentença do pesquisador Nazareno José de Campos é inapelável: “as áreas que restam de produção rural, tanto em relação à agricultura quanto à pecuária, estão fadadas ao desaparecimento, tornando-se estoques de terras para futuras especulações”. Avanços e Dissabores

No artigo sobre a concessão da Fazenda Butiá Verde, no Oeste catarinense, Marlon Brandt mostra que a Guerra do Contestado não foi a única situação de conflito envolvendo a produção posseira e a nova lógica econômica baseada na mercantilização da terra. Ele denuncia a exclusão de milhares de famílias caboclas que já ocupavam as terras. “Vistas a partir de então como intrusas, foram alvo não somente de expropriação, mas também da desqualificação de suas formas de acesso e uso da terra, enquanto foram exaltadas as virtudes dos colonos em relação à valorização do trabalho e suas práticas agrárias”, lembra o professor de Geografia da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS).

Os pesquisadores André Vasconcelos Ferreira e Walquíria Krüger Correa analisam o Assentamento Sepé Tiaraju (AST), em Campos Novos, aprofundando a cooperação do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) “em vista da autonomia e da dependência construídas na situação histórico-geográfica, sob a evidente afirmação, negação e superação do capital”. O estudo conclui que “a saga do MST no assentamento inclui ainda uma importante mudança qualitativa no processo de cooperação social”. Os autores pensam que a experiência em Campos Novos “inscreve-se na autonomia construída por toda a classe trabalhadora”, no sentido “da concepção de formas avançadas de autogestão do trabalho humano”. Os professores Régis Juarez Bernardy, Jeancarlo Zuanazzi e Ricardo Rodrigues Monteiro apontam a desvitalização das comunidades integrantes da Associação de Municípios do Oeste de SC (Amosc) “a partir da verificação do contexto da dinâmica populacional e indicadores sociais embasados no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)”.

Eles confirmaram que as condições estruturais “promovem a mobilidade populacional”. Verificaram, in loco, que “os ambientes territoriais possuem capacidade de fixar seus habitantes, com a ampliação da qualidade de vida”. A pesquisa leva em conta as variáveis sociais e a desigualdade entre os municípios daquela região. Agricultura familiar A pesquisadora Janete Webler Cancelier constatou que a presença significativa da agricultura familiar, praticada em pequenas porções de terra, serviu de obstáculo ao processo de concentração de terras. As realidades são diversas. Não existem, em sua opinião, alternativas prontas para a agricultura familiar. “O que existe são estratégias que em curto prazo mantêm os produtores no espaço rural”.

Adverte que a falta de estímulos e as dificuldades econômicas colocam em risco a permanência da população no campo. A solução passa necessariamente pela adoção de políticas públicas. Também no contexto da agricultura familiar, Noeli Pertile expõe a sobrecarga de trabalho, lamenta os baixos preços dos produtos vendidos às “empresas integradoras” e aponta a falta de opções para outros empregos para quem larga a terra. A “escravidão modernizante”, autorizada e muitas vezes incentivada, é determinante na “acumulação de capital das empresas agroindustriais”. Comida e escola A implantação de parques nacionais em Praia Grande, Sul de SC, intensificou o turismo e desestabilizou a alimentação da população. O fenômeno mobilizou os pesquisadores Clécio Azevedo da Silva e Maria das Graças dos Santos Brightwell.

Os alimentos tradicionais não desapareceram, mas os autores propõem “adequar mecanismos legais e compensatórios que garantam o cumprimento das regras ambientais em acordo com as necessidades de consumo das famílias, evitando o êxodo massivo e a instalação de uma economia turística predatória aos interesses da preservação”. A valorização da escola rural move a preocupação central do artigo da pesquisadora Cláudia Cambruzzi. “Talvez estejamos diante de um ponto crucial da educação no meio rural: não podemos propor novas reformas, ações, sem antes pensar na qualificação e na melhoria das condições de trabalho do professor rural”. O fato é que “a escola do meio rural, no passado e no presente, não preparou e não prepara a criança, nem para o rural, nem para o urbano. O livro da EdUFSC clama por uma educação diferenciada para o campo, respaldada por políticas públicas que consigam ir além do discurso.

 

Ascom UFSC

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