Livro faz abordagem antropológica da saúde mental entre as mulheres em SC

Livro faz abordagem antropológica da saúde mental entre as mulheres em SC

O aumento do consumo de medicamentos psicotrópicos, sobretudo por mulheres das camadas populares, levou as professoras e antropólogas Sônia Weidner Maluf e Carmen Susana Tornquist a elaborarem um projeto de pesquisa que abordasse aspectos pouco divulgados da “saúde mental” nas culturas urbanas do Brasil atual. O resultado dos estudos e trabalhos de campo foi o livro “Gênero, saúde e aflição: abordagens antropológicas”, que reúne 11 artigos de especialistas no assunto e foi lançado na livraria Livros & Livros, localizada no Centro de Cultura e Eventos na UFSC, no bairro Trindade, em Florianópolis. A edição é da Letras Contemporâneas.

Segundo as organizadoras, o objetivo da obra é “confrontar as ações e políticas governamentais, as plataformas políticas de grupos e movimentos feministas e de luta antimanicomial e as experiências sociais de mulheres em torno das questões de gênero, saúde e aflição”. A base foi a pesquisa “Gênero, subjetividade e ‘saúde mental’: políticas públicas, ativismo e experiências sociais”, desenvolvida a partir de 2006, com financiamento do CNPq e da Fapesc. Os estudos e textos são de alunos de graduação, mestrandos, doutorandos e pesquisadores, alguns deles com atuação junto ao Departamento de Antropologia do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da Universidade Federal de Santa Catarina.

Na apresentação, as organizadoras revelam que foi feito um mapeamento capaz de mostrar o tratamento que a saúde mental – e interseccionalidades como raça, classe e geração – recebeu nos planos nacionais de saúde, nas políticas de saúde para as mulheres e em outros programas governamentais no país, em Santa Catarina e no município de Florianópolis. Outro mapeamento contemplou uma análise das ações e projetos de organizações feministas, movimentos de reforma psiquiátrica e ONGs no Estado. O estudo também se deteve na rotina das mulheres usuárias dos serviços públicos de saúde ou que consomem psicotrópicos e antidepressivos, a partir de visitas a postos, serviços de atendimento psicológico e grupos de ajuda mútua.


 

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