Presidente da Andifes fala sobre anúncio de contratação de professores e servidores

No último dia 19, os ministérios da Educação (MEC) e do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão autorizaram a contratação de 1.900 professores e servidores para as universidades federais em 2018.

Para o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), reitor Emmanuel Zagury Tourinho, as novas contratações são uma reivindicação antiga das universidades.

Como o senhor avalia essa notícia?
A liberação dessas vagas é muito positiva para todas as universidades. Elas representam parte das vagas pactuadas com o MEC no passado para a abertura de cursos novos, em alguns casos em universidades também novas. A contratação desses docentes e técnicos tem sido uma reivindicação reiteradamente apresentada ao MEC pela ANDIFES, agora parcialmente atendida. Teremos, com as novas contratações, melhores condições de planejamento para a oferta dos cursos novos.

Segundo o MEC, 1,2 mil vagas são para contratação de docentes e 700 para cargos técnico-administrativos. Porém, há a necessidade de recomposição do quadro de servidores das universidades implementadas a partir de 2013. Esse quantitativo é suficiente?
Esse quantitativo é apenas parte do que foi pactuado no passado. O próprio MEC reconhece a necessidade de cumprimento de todos os acordos firmados, que totalizam 5.500 vagas para docentes e 7.800 vagas para servidores técnico-administrativos. O Ministério do Planejamento, no entanto, tem criado obstáculos para essas contratações.

Qual seria o número ideal de novas contratações?
O número ideal está para além do que foi pactuado, pois temos unidades que iniciaram com a oferta de cursos de graduação, no âmbito do REUNI, e agora estão ofertando também a pós-graduação, com o mesmo quadro docente. Mas buscamos, neste momento, o atendimento das pactuações, para restabelecer a nossa capacidade de planejamento.

Em relação à crise financeira pela qual as universidades vêm passando, qual é o impacto das novas contratações?
As novas contratações não substituem serviços atualmente terceirizados. Portanto, desse ponto de vista, não afetam o quadro financeiro das universidades.

Quem são os maiores beneficiados com as contratações?
A chegada de novos docentes e de novos técnicos é positiva para o conjunto de cada universidade. Mais diretamente, porém, esse resultado será sentido pelos alunos dos cursos novos, uma vez que passam a ser menores as chances de falta de professor para a oferta regular das atividades de formação.

Qual o impacto educacional das contratações?
Quando os docentes e técnicos são insuficientes, as faculdades são levadas a reprogramar as atividades curriculares, improvisar na atribuição de responsabilidades e, por vezes, a deixar de cumprir os projetos pedagógicos. A contratação de novos docentes e técnicos reduz a ocorrência de problemas dessa ordem e cria um ambiente mais favorável ao planejamento acadêmico.

Compartilhe: