Ministro diz que governo cumpre acordos e não vê motivos para paralisação

Ministro diz que governo cumpre acordos e não vê motivos para paralisação

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que todos os acordos firmados em 2011 com os professores universitários da rede federal foram cumpridos pelo governo e, nesse cenário, não vê justificativa para uma greve da categoria neste momento. Mercadante fez essa afirmação durante entrevista coletiva, na tarde desta quarta-feira, 23, no edifício sede do ministério.

O ministro lembrou que, pelo acordo, os docentes terão reajuste de 4% sobre a tabela de remuneração, retroativo a março, e as gratificações serão incorporadas aos salários.

 

Quanto à reestruturação da carreira, o terceiro ponto do acordo alicerçado com as entidades representativas da categoria, ainda há tempo até 31 agosto para enviar a proposta para a aprovação do orçamento, argumentou o ministro. Segundo ele, a negociação é para 2013 e ainda está aberta.

 

“A greve faz parte da democracia, mas quando se faz um acordo e o governo cumpre, não consigo ver razões e necessidade de uma greve. Não há qualquer prejuízo material para os docentes”, esclareceu.

 

O ministro ressaltou também que interferiu pessoalmente no Congresso Nacional para a aprovação do projeto de lei de reajuste salarial dos docentes. “Como esse projeto que determina o reajuste dos salários não avançou no Congresso Nacional, pedi à presidente Dilma que assinasse uma medida provisória assegurando o reajuste a partir de março e o caráter retroativo”, disse. A Medida Provisória 568 foi publicada em 14 de maio no Diário Oficial da União.

 

Uma paralisação, neste momento, segundo o ministro, não contribui para o esforço que o Brasil faz para desenvolver o ensino superior. “São 220 mil novas vagas, 14 universidades e 132 novos campi para dar suporte a esse 1 milhão de matrículas. Desde 2005, investimos R$ 8,4 bilhões na reestruturação da rede federal. Somente em 2012, o investimento é de R$ 1,4 bilhão. Temos 3.427 obras”, anunciou.

 

Ao lembrar que a última grande paralisação na rede federal foi em 2005, o ministro ressaltou a importância de manter o diálogo aberto com a categoria. “Nunca vi uma greve decretada num cenário semelhante a esse e espero que os argumentos apresentados aqui levem a uma reflexão sincera”, ponderou.

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