Museu itinerante traz bonecos de volta para a UnB

Museu itinerante traz bonecos de volta para a UnB

                 Paulo Castro/ UNB Agência

Quatro anos depois, acervo de marionetes e fantoches volta à Universidade em exposição no Instituto de Artes. Visitantes podem conhecer técnicas de vários países

Cerca de 90 bonecos ganham vida por meio dos gestos de crianças e adultos que visitam o Museu Itinerante de Bonecos, no Edifício de Oficinas Especiais da UnB. Até a próxima sexta-feira, 1º de junho, o prédio envidraçado que sedia o Departamento de Artes Cênicas expõe bonecos de vários lugares do mundo e de diferentes técnicas de manipulação e construção, como luva, sombras, fios e varas.  
 
A ideia de colocar marionetes ao alcance dos olhos e das mãos dos espectadores foi concebida pela diretora do Instituto de Artes e curadora do Museu, professora Izabela Brochado. “A exposição surgiu do desejo de ver os bonecos fora das caixas quando não estão em apresentação”, disse. Segundo a professora, lugares como Laos, Tailândia, Índia, Alemanha e República Tcheca têm uma longa tradição na arte de fazer bonecos.

No interior da caixa cênica nomeada “Cirque du Solamento” está o menor item da exposição, um homenzinho com 15 cm de altura. Na técnica conhecida como Lambe-Lambe, uma referência à antiga máquina fotográfica, o ator manipula o boneco por meio de dois buracos para as mãos no fundo da caixa, enquanto o único espectador assiste à apresentação por meio de uma abertura para o olho na extremidade oposta do dispositivo. “A madeira é o material mais usado em bonecos, porque é resistente, fácil de esculpir, permite maior aderência da tinta e dá peso à figura”, explicou um dos monitores do Museu e estudante de Cênicas Luciano Oliveira. Também são comuns papel machê, biscuit e látex. 

A maioria dos bonecos expostos faz parte do acervo pessoal da professora e do projeto de extensão Laboratório de Teatro de Formas Animadas (LATA), além de doações de grupos de teatro como o Pirilampos, formado por ex-alunos do Departamento. 
 
MILENAR – O estudo de Teatro de Bonecos na UnB está concentrado nas atividades do LATA, criado em 2005, além de disciplinas oferecidas pelo Departamento de Artes Cênicas como Encenação 1 e Tópicos Experimentais em Artes Cênicas. “Em Tópicos Experimentais, eu abordo o teatro de formas animadas, uma categoria que abrange bonecos, sombras, máscaras e objetos”, explica a professora Kaise Helena Ribeiro. A experiência de Kaise com bonecos iniciou-se na graduação em 1997, quando ela foi aluna da professora Izabela, na UnB.

O teatro de bonecos é uma arte milenar e mundialmente conhecida. Na cultura oriental, ele está ligado à religiosidade e aos feitos épicos, enquanto na ocidental, serve a representações de situações cotidianas.  “Hoje os bonecos têm usos tão diversos que vão de presépios a programas de televisão, como o famoso Louro José”, lembra Izabela. Apesar disso, para a professora Kaise, ainda é possível ver crianças brincado com fantoches e marionetes. “Eles exercem a função de abrir as janelas para a imaginação, o fantástico, o espantoso, o possível e o impossível. São objetos que dependem do valor e do significado que atribuímos a eles”, explica.

ESPAÇO – De acordo com Izabela, a escassez de espaço físico no Instituto é driblada pelo caráter itinerante da proposta. “Nós vamos lutar para ter um local fixo, assim como o museu de gemas, geociências e anatomia. Enquanto o prédio novo não fica pronto, a exposição segue circulando”, disse. Há quatro anos o museu fazia sua primeira parada na Universidade, espalhando bonecos pelo Centro Comunitário Athos Bulcão.

Desde então, a exposição já viajou pelo interior de Minas Gerais e da América Latina, com passagens pela Venezuela e Colômbia. Izabela conta que em junho, durante o Festival Internacional de Bonecos de Brasília, o acervo divide-se entre os espaços do Teatro Sesc Garagem e Instituto Cervantes. “Já apresentamos 110 bonecos, mas esse número varia de acordo com o tamanho do local e das parcerias estabelecidas em cada exposição”, explica.

Além disso, a professora considera que o Museu atende à ampla demanda por atividades culturais destinadas para crianças, especialmente de classe baixa. “A gente percebe que o acesso desse público à cultura muitas vezes está restrito à televisão”, avalia. “O contato com bonecos, além de auxiliar o desenvolvimento da expressividade dramática e da comunicação da criança, é uma maneira de reforçar culturas que são milenares”, completou.
Durante a semana passada, o espaço recebeu a visitação de dois grupos escolares. Horários podem ser agendados pelo telefone 3107-1270.

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