País tem Estado sem um único pós-doutorando

País tem Estado sem um único pós-doutorando

Que as regiões Norte e Nordeste contam, em números absolutos, com menos recursos para fazer ciência não é novidade. Mas a distribuição de bolsas para pesquisa no nível máximo, de pós-doutorado, revela uma desigualdade ainda maior. O estado do Amapá, na região Norte, é o único que não conta com nenhum bolsista de pesquisa no pós-doutorado apoiado pela Capes ou pelo CNPq. São Paulo, no outro extremo (rico) do país, concentra o apoio mais intenso dessas mesmas instituições para o pós-doc: são, no total, 884 bolsas. A institucionalização da atividade científica no Amapá é recente. Em janeiro, o governo daquele Estado anunciou a criação da Fapeap (Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Amapá), equivalente à paulista Fapesp. Também chamada de Fundação Tumucumaque, a Fapeap teve aporte inicial de cerca de R$ 300 mil para iniciar as atividades. Ontem, a Folha tentou contato com o governo do Amapá para saber no que esse dinheiro está sendo aplicado, mas não foi atendida.

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