Presidente da Andifes comparece a seminário na Presidência da República

Presidente da Andifes comparece a seminário na Presidência da República

Objetivo é capacitar profissionais de saúde e de assistência social que atendem usuários de drogas e suas famílias

O reitor da Universidade Federal de Goiás e presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior – Andifes, Edward Madureira Brasil, participou hoje, no Palácio do Planalto, em Brasília, da abertura do Seminário de Implantação dos Centros Regionais de Referência em Crack e Outras Drogas. O evento foi conduzido pela presidenta Dilma Rousseff que defendeu uma luta contra o Crack em três eixos: Prevenção, tratamento aos usuários e combate ao crime organizado e controle de fronteiras.

A inicitiva faz parte do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, lançado em 2010 pelo governo federal. Acompanhada da secretária Nacional de Política Sobre Drogas, Paulina Duarte e dos ministros da Educação, Fernando Haddad, da Justiça, José Eduardo Cardozo e da Saúde, Alexandre Padilha, a presidenta afirmou que “será uma luta sem quartel no combate sistemático ao Crack”.

Os Centros de Referência irão capacitar profissionais de saúde e de assistência social que atendem usuários e suas famílias. A proposta prevê, também, a criação de centros de pesquisa e novas metodologias de tratamento e reinserção social, e medidas de enfrentamento ao tráfico.

Confira na íntegra o discurso do professor Edward Madureira Brasil


Dilma diz que investimentos em universidades federais serão fundamentais no enfrentamento ao crack

Brasília – Os investimentos feitos pelo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas universidades federais e, em especial, no corpo docente dessas entidades foram apontados hoje (17) pela presidenta Dilma Rousseff como fundamentais para o enfrentamento ao crack. A avaliação foi feita na abertura do seminário sobre a implantação dos centros regionais de Referência em Crack e Outras Drogas.

“Essa é uma droga que apresenta o desafio de não ter, no plano mundial, um acervo de conhecimento e acúmulo de metodologia de tratamento”, disse Dilma Rousseff, dirigindo-se aos representantes de 46 instituições federais de ensino superior responsáveis pelos 49 projetos que capacitarão mais de 14 mil pessoas para atuar na área.

Por esse motivo, acrescentou a presidenta, “a valorização dada pelo governo Lula às universidades federais contribui para essa devolução que os senhores podem fazer à sociedade brasileira. A participação [das universidades federais] é estratégica para o pioneirismo desses centros de referência”, disse ela, que ressaltou a importância dessas instituições para a capacitação de pessoal e para a definição de políticas de reinserção.

“Precisamos formar profissionais. Sabemos que essa é uma droga que tem uma capacidade de propagação muito elevada e que, atrás do eixo da prevenção, pelo qual precisamos impedir que mais pessoas sejam vítimas do crack, são necessárias intervenções visando tratamentos, clínicas e enfermarias especializadas, além de políticas de reinserção”, afirmou.

“Voces estão em um lugar privilegiado, que estrutura as condições de enfrentamento da droga, para compreender e entender seus mecanismos. Atrelar todas as variáveis dos diferentes saberes nesse projeto vai ser uma das maiores armas nesse enfrentamento”, disse a presidenta. “Espero que voces decifrem para que a gente possa, em termos sociais, desenvolver o projeto”, completou.

Dilma reiterou o papel relevante da Polícia Federal (PF) nas ações do governo contra as drogas. “Tudo passa também por um processo de combate ao crime organizado. A PF será reforçada para esse combate sem quartel, porque a entrada se dá pelas fronteiras e pela estrutura de distribuição do crime organizado.”
Edição: Graça Adjuto

 

Compartilhar