Presidente da Andifes participa do encerramento do VII Seminário Nacional do Reuni

Presidente da Andifes participa do encerramento do VII Seminário Nacional do Reuni

O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) reitor Alan Barbiero (UFT) participou da mesa de encerramento do VII Seminário Nacional do Reuni, na manhã desta sexta-feira (24) em Brasília.  “Desafios das relações da universidade com o meio externo: os colegiados acadêmicos e seu papel de identidade institucional” foi o tema da mesa, coordenada pela secretária de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC) Maria Paula Dallari e que também teve a participação dos reitores Targino de Araújo Filho (UFSCar) e Renato de Aquino Nunes (Unifei).

O tema geral do seminário foi “A universidade e suas relações com o meio externo”. Pró-reitor de extensão durante oito anos antes de assumir a reitoria, Targino de Araújo (UFSCar) defendeu que devido a uma maior cobrança da sociedade e a uma nova concepção da própria comunidade acadêmica, as universidades estão passando de um modelo clássico para um modelo liberal integrado. Segundo ele, o modelo acadêmico clássico de universidade, com ênfase na pesquisa, tem linhas de pesquisa individuais, pouco relacionadas às demandas do contexto local. Já no modelo liberal integrado, com ênfase na extensão, a gestão é institucional e segue critérios de relevância social.

Targino Araújo reafirmou o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, tripé que, segundo ele, embasa o objetivo da universidade, que é produzir conhecimento e torná-lo acessível à sociedade. “Extensão não existe sem ensino, pesquisa ou atividades culturais”, afirmou o reitor da Federal de São Carlos. Targino enfatizou que a universidade deve associar a relevância social à excelência acadêmica.

Para o reitor Renato de Aquino (Unifei), em face das novas demandas, a universidade precisa evoluir nos seus conceitos de ensino, pesquisa e extensão. Ele sugere que a extensão seja entendida como “responsabilidade social”, englobando todas as ações da universidade que contribuam para o desenvolvimento da sociedade.

Em sua exposição, o presidente da Andifes, reitor Alan Barbiero (UFT) ressaltou que as universidades têm um padrão de funcionamento, mas apresentam diferenças características de seus contextos cultural e geográfico. Para o reitor Alan, as relações com o meio externo são múltiplas e diversificadas, então os colegiados das instituições devem fazer a avaliação e o acompanhamento dessas ações, guardando sempre a autonomia de cada instituição.

O presidente também falou na necessidade de revisão da estrutura dos colegiados universitários, buscando um desenho menos burocrático, que contemple as diferentes dimensões das universidades.

Prestação de serviços
O tema da prestação de serviços causa polêmica dentro das definições de extensão universitária. O reitor Renato de Aquino defendeu que cada caso deve ser analisado separadamente. Segundo ele, se os serviços tiverem mérito acadêmico e contribuírem tanto para a sociedade quanto para os projetos de pesquisa, podem ser considerados atividades de extensão. “Eu não gostaria de descaracterizar uma atividade de responsabilidade social porque há um pagamento por fora. A avaliação e o controle dos colegiados das universidades entrariam aqui”, afirmou o reitor da Federal de Itajubá.

O presidente da Andifes defendeu a realização de prestação de serviços nas universidades. “Não vejo como uma forma de desqualificar a universidade, se estiverem dentro da nossa missão. Este é um assunto que tem que ser tratado com muito zelo. Não queremos privatizar a universidade, mas também não podemos abrir mão do espaço da prestação de serviços”, afirmou o reitor Alan Barbiero.

Regras
Para a secretária de Educação Superior Maria Paula Dallari, o VII Seminário Nacional do Reuni apontou para o desenho de uma nova institucionalidade da universidade: “Deixou de ser meramente declaratório o fato de a universidade se dar conta do seu papel estratégico na sociedade do conhecimento”.

Segundo Maria Paula , essa nova institucionalidade deve ser mais econômica e democrática, caminho que, de acordo com a secretária, já está sendo buscado nas discussões compartilhadas pelo MEC e Andifes acerca da autonomia universitária. “As regras não podem ser um amontoado de prescrições”, afirmou a secretária.

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