Professora da UFMG lança livro sobre violência sexual intrafamiliar

Professora da UFMG lança livro sobre violência sexual intrafamiliar

Será lançado no dia 10 de novembro, segunda-feira, das 19h30 às 22h, no Conservatório UFMG (avenida Afonso Pena, 1.534, Centro de Belo Horizonte), o livro Tramas da perversão: a violência sexual intrafamiliar (Editora Escuta), organizado pela professora do Departamento de Psicologia Cassandra Pereira França. Em 2005 ela implantou, na UFMG, o projeto Crianças e Adolescentes Vítimas de Abuso Sexual (Cavas).

Entre os temas abordados no livro estão Terror em casa: a dinâmica da violência no interior do organismo familiar; Relações fraternas incestuosas e problemáticas narcísicas; O non sense de algumas mães: ressonâncias das ansiedades arcaicas; Novos nomes para velhas lembranças: o abuso sexual na memória de adultos em processo de análise; e A mulher pedófila: impasses e desafios.

Na introdução do livro, a professora afirma que “é imperativo que olhemos o grande desafio que está colocado para a cultura ocidental: estatísticas nacionais e internacionais apontam o pai ou o padrasto como principais agressores, seguidos pelo avô e tio – pessoas do núcleo familiar e que possuem um acesso privilegiado à criança”.

Ainda de acordo com Cassandra, após a implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente, em 1990, do ponto de vista jurídico, o bem estar das crianças e adolescentes passou a ser da responsabilidade de toda a sociedade, deixando de ser um assunto privado de família.

O livro também aborda os efeitos das múltiplas e distintas violências sofridas pela criança ou adolescente que têm de suportar o abuso sexual. “Em muitos casos, além da criança ser violentada, ela recebe pouca continência emocional, seja por parte da mãe ou dos familiares. E se acaso conseguir romper o silêncio imposto pelo abusador, muitas vezes ainda terá de enfrentar a negação do seu desamparo.”

Cassandra destaca que, com a prática do abuso sexual, os adultos acabam provocando a internalização, por parte das crianças, de figuras extremamente más, que deixarão seu mundo interno dominado por fantasias sadomasoquistas e de intrusão. “E como bem sabemos, quando as defesas contra a dor mental precisam ser desenvolvidas a um grau extremo, elas podem, inclusive, levar a criança a estados psicóticos”, com maior ou menor intensidade.

A professora afirma que uma das facetas mais cruéis do incesto é a identificação com o agressor como um dos efeitos dos processos de clivagem necessários para que a criança possa continuar lidando com o pai enquanto figura identificatória. “Pretende-se como meta do processo analítico desses casos, que a recordação e a elaboração dos fatos traumáticos possam provocar reconstruções e modificações no posicionamento subjetivo dessas crianças e adolescentes, a fim de deter a compulsão à repetição a que poderiam ficar submetidos. Ou seja, a psicanálise possui meios para ajudar o sujeito a juntar as suas partes destroçadas, os seus cacos, e reconstituir sua memória historizadora”, diz.

Projeto Cavas

A professora Cassandra França salienta, na introdução do livro, que “a relevância social das pesquisas do projeto Cavas/UFMG está calcada, basicamente, na intenção de que sejam fomentadas reflexões teóricas acerca da possibilidade de interrupção de um círculo vicioso que pode atravessar diferentes gerações, pois os próprios abusados acabam por propagar o abuso que sofreram, quer seja através do fenômeno da identificação com o agressor, ou ainda, através da facilitação de situações que colocam outras crianças em risco de violência sexual”.

Ela explica que o projeto Cavas definiu duas vertentes de atuação social: uma ação interna na UFMG e outra externa. “A primeira delas envolve compromissos dentro da instituição universitária, tais como a assistência psicológica a crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual e o treinamento de estudantes de psicologia  para as especificidades dessa clínica. A segunda vertente de atuação, a externa, refere-se ao compartilhamento dessas experiências com outros profissionais das redes sociais de enfrentamento à violência sexual infantojuvenil”, por meio de formas diversas.

Dedecom UFMG

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