Professora da Universidade de Bourgogne profere palestra na UFSC

Professora da Universidade de Bourgogne profere palestra na UFSC

O segundo encontro do ciclo Pensamento do Século XXI, que acontece dia 16 de abril, às 9h, no auditório da Reitoria da UFSC, receberá a professora da Universidade de Bourgogne Liliane Meffre. Sua palestra ´Carl Einstein (1885-1940), na vanguarda das vanguardas` fará uma homenagem ao crítico e escritor alemão. Sua fala será em francês, com tradução simultânea.

Liliane Meffre é doutora em Estudos Germânicos e em História da Arte-Estética, e dedicou grande parte de seus trabalhos a Carl Einstein. Traduziu várias de suas obras, como Negerplastik, e escreveu o livro Carl Einstein (1885-1940. Itinéraires d’une pensée moderne). A professora já ministrou palestras na França, Bélgica, Alemanha e Itália, entre outros países.

A francesa, que visita o Brasil pela primeira vez, fez também seminários falando sobre Carl Einstein, nos dias 12 e 13 de abril, no auditório do Centro de Comunicação e Expressão, e 14 e 15, na sala Drummond, prédio B do CCE (local que pode ser alterado).

Quase desconhecido no Brasil, Einstein (1885-1940) criticou a arte e o conceito de objeto. Em 1915 se notabilizou por um estudo sobre a escultura negra Negerplastik e deu início aos estudos sobre arte africana. Seu trabalho é considerado pioneiro ao apresentar artefatos provenientes da África como obras de arte.

Em 1921, Carl Einstein adaptou a teoria tátil-quadridimensional, que vinha desenvolvendo a partir dos estudos combinados de vanguarda e arte africana, para o verbete sobre arte absoluta e política absoluta. O material, redigido para a Grande Enciclopédia Soviética, nunca foi publicado, mas reuniu ideias básicas sobre a criação do espaço como “estrutura imaginativa”, na linguagem da arte cubista. Para Einstein, a arte revolucionária é aquela que busca a destruição do objeto, sinônimo de tradição, mito, memória e propriedade.

Desiludido com os rumos adotados pelo estalinismo, Carl Einstein lutou na Coluna Durruti, na Guerra Civil Espanhola, entre 1936-37. Seu idealismo artístico o levou ao suicídio em 1940, num campo de concentração. “A liberdade indispensável em relação a si próprio e à sociedade é o que torna Einstein ainda necessário hoje em dia”, avalia o professor da UFSC Raúl Héctor Antelo, um dos organizadores do ciclo Pensamento do Século XXI. A iniciativa faz parte da agenda de comemorações dos 50 anos da UFSC e trará até dezembro para Florianópolis uma série de autores renomados. 

 

 

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