Reitores discutem Plano Nacional de Formação de Professores

Reitores discutem Plano Nacional de Formação de Professores

Na tarde desta quinta-feira (16) o Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) discutiu o Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica, lançado pelo presidente Lula no dia 28 de maio. A coordenadora-geral de programas de apoio à formação docente da Educação Básica da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) Alba Maria Rossi apresentou o plano aos reitores.

O projeto visa a graduação de professores que não têm formação superior, aqueles que têm formação em áreas diferentes das que atuam e os bacharéis, que precisam da formação complementar em licenciatura para lecionarem. O objetivo do MEC é formar 330 mil professores ainda não graduados nos próximos 5 anos. As Universidades são parceiras nesta empreitada, já que oferecerão os cursos aos docentes, nas modalidades presencial e a distância.

Alba Rossi destacou a dimensão do programa e a necessidade das secretarias estaduais de Educação incentivarem os professores na busca pela formação adequada. De acordo com o presidente da Andifes, reitor Alan Barbiero (UFT) as Ifes têm um forte envolvimento com o Plano, que “pretende corrigir uma distorção histórica no sistema da educação básica”. “Este é um problema grave porque são pessoas que já estão nas escolas, trabalhando”, afirmou o reitor Alan.

Números
O levantamento do MEC mostra que disciplinas da área de Exatas são as que mais sofrem com a falta de professores formados adequadamente. Em 2007, 40,4% dos professores de matemática e 54,6% dos professores de Física do Ensino Médio tinham formação em outras áreas.

O Plano Nacional de Formação de Professores oferecerá, inicialmente, 331.607 vagas nos 21 estados participantes (Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Acre, Rondônia e Distrito Federal não entraram). Destas, 52% serão na modalidade presencial e 48% na modalidade a distância.

Participam do Plano 29 universidades federais, 30 universidades estaduais, 19 institutos federais e 15 comunitárias. O orçamento inicialmente envolvido é de R$ 20,7 milhões.

Inscrições
As primeiras 54 mil vagas para a graduação exclusiva de professores em exercício, nas redes públicas estaduais e municipais, serão ocupadas no segundo semestre deste ano. As pré-inscrições já estão abertas e devem ser feitas na Plataforma Freire até o dia 30 de julho.

O Pleno da Andifes decidiu pela formação de uma Comissão especial para acompanhar o Plano Nacional de Formação de Professores. A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Maria Lucia Cavalli e a presidente do Fórum de pró-reitores de Graduação (Forgrad) Maria José Sena (UFRPE) organizarão o grupo.

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