Seminário da Andifes aponta caminhos para melhorar o desempenho acadêmicos dos estudantes das universidades

Seminário da Andifes aponta caminhos para melhorar o desempenho acadêmicos dos estudantes das universidades

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) debateu, no dia 24 de março, os desafios para melhorar o desempenho dos estudantes das Universidades Federais. A temática foi trabalhada por reitores, pró-reitores e especialistas no seminário Desempenho Acadêmico dos Estudantes das Universidades Federais, que entre muitas as avaliações e sugestões foram postas ideias para atualizar os estudos e traçar estratégias dentro do novo perfil do ensino superior público, com foco nos modelos de ingresso e diretrizes curriculares.

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A abertura do evento foi realizada pela Diretoria Executiva da Andifes, que destacou a importância do tema para o cotidiano das instituições e para o desenvolvimento de políticas públicas. Foram convidados para seminário os coordenadores dos Fóruns e Colégios ligados à Andifes devido a transversalidade do tema a todas as áreas acadêmicas e de gestão das universidades. Cerca de cem participantes puderem acompanhar as palestras e participaram intensamente com intervenções após o encerramento de cada mesa, avaliando positivamente a iniciativa da Andifes na retomada da discussão.

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O debate sobre Desafios para o Pleno Desempenho Acadêmico dos Estudantes das Universidades Federais, foi iniciado com a apresentação do presidente do Colégio de Graduação (Cograd), Custódio de Almeida. O pró-reitor fez uma análise conceitual sobre evasão, apontando suas causas em fatores individuais, institucionais e sociais. Custódio pontuou como o novo perfil do ensino superior público influência no fator evasão, o que engloba sua expansão, mobilidade, ENEM/Sisu e Lei de Cotas. Por fim o palestrante sugeriu que a ampliação do número de matriculado pode ser uma ferramenta que minimize o problema, já que hoje se apresenta com um número de conclusões menor do que das vagas oferecidas no início do curso.

A coordenadora do Fórum de Assuntos Comunitários e Estudantis (Fonaprace), Myriam Tereza Serra, apresentou sobre o tema uma correlação entre acesso, permanência e sucesso acadêmico e mostrou sua avaliação de como os programas acadêmicos têm contribuído para dar suporte a estes estudantes. Em sua conclusão a pró-reitora defendeu que a assistência estudantil é um direito fundamental e uma política que precisar ser fortalecida para o desenvolvimento de projetos institucionais no sentido de garantir o acesso, a permanência e o sucesso dos estudantes.

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MUDANÇAS
A reitora Cleuza Sobral (FURG), presidente da Comissão de Desenvolvimento Acadêmico da Andifes, trouxe uma apresentação mostrando que o controle da evasão era um tema presente nas diretrizes do REUNI, mas que as metas postas naquele programa não foram completamente alcançadas. Para a reitora, passada uma década do REUNI, é preciso reavaliar e propor novas alternativas, levando-se em consideração o novo modelo de universidade, suas particularidades, formas de ensino, novas tecnologias e perfil dos estudantes contemporâneos.

A presidente da Comissão de Avaliação da Andifes, reitora Márcia Perales (UFAM), iniciou sua apresentação reforçando a importância de se considerar a diversidade e singularidade da cada Universidade Federal para combater eventuais problemas de desempenho acadêmico. A reitora destacou os comprometimentos coletivos e as ações coordenadas para garantia deste índice de avaliação dos estudantes. Ela colocou a necessidade de definir responsabilidades e compromissos e apontou algumas soluções para o problema, como investimento em programas de mobilidade acadêmica, envolvimento dos docentes e diagnósticos mais precisos.

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NORMATIVAS
O segundo momento do seminário debateu sobre o tema Métricas e Sugestões para Otimizar o Desempenho Acadêmico dos Estudantes das Universidades Federais. O reitor Orlando do Amaral (UFG) trouxe em sua apresentação as normativas do Tribunal de Contas da União (TCU), mostrando sua importância para os relatórios de gestão das universidades. Para o reitor da UFG é necessário olhar para estes números e buscar formas para melhorar a taxa de sucesso dos estudantes. Em um segundo momento, Orlando do Amaral fez uma síntese do último trabalho sobre retenção e evasão nas instituições de ensino superior, destacando a necessidade da criação de um grupo de trabalho para atualizar o estudo.

O representante do Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (CONAES), Joaquim Soares Neto, interligou ingresso e permanência como temática para debater evasão. Ele colocou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), como avaliação de ingresso e o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enad), como avalição de conclusão, focando na metodologia dos exames e suas consequências, apontando como os seus resultados entram no contexto da evasão.

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O Colégio de Pró-reitores Graduação das Universidades Federais voltou fazer parte do debate com a apresentação da pró-reitora Cláudia Reyes (UFSCar), que apresentou o estudo preliminar sobre evasão elaborado pelo grupo de trabalho do Cograd. Cláudia Reyes relembrou o compromisso das instituições com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), retomou o conceito da evasão e apresentou uma série de alternativas para resolver o problema. A pró-reitora também trouxe alguns casos de experiências de sucesso vividos na Universidades Federal de São Carlos.

A última apresentação do seminário foi a do professor Sérgio Franco, representando o Conselho Nacional de Educação (CNE). Franco problematizou o papel das universidades na garantia do conhecimento e trouxe um olhar voltado para o aprendizado e não para o ensino. O membro do CNE afirmou que será preciso rever as diretrizes curriculares nacionais na perspectiva de permitir inovações que possam promover uma melhoria no processo de formação, e que para isso ele sugeriu que o Conselho mantenha contato com a Andifes e o Cograd.

Ao término do evento os participantes puderam dar sugestões que integrarão um relatório que será elaborado pela reitora Márcia Perales (UFAM), presidente da Comissão de Avalição das Andifes.

Ascom Andifes

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