Ufal programa aula inaugural para marcar o início do Campus do Sertão

Ufal programa aula inaugural para marcar o início do Campus do Sertão

Muitas vezes só entendemos a importância de um fato quando o traduzimos em números. O novo Campus da Universidade Federal de Alagoas no Sertão é um exemplo. As estatísticas sobre os aprovados no PSS 2010 revelam a inclusão social representada pela interiorização da Ufal. O ano letivo do Campus do Sertão será iniciado com aula inaugural no dia 15 de março, a partir das 9 horas, em Delmiro Gouveia.
Hum mil1duzentos e cinqüenta alunos concorreram às 560 vagas ofertadas para os oito cursos que serão inicialmente oferecidos no novo Campus, sendo seis deles na sede em Delmiro Gouveia – Engenharia civil, Engenharia de produção, Pedagogia, Letras, Geografia e História –, e os outros dois – Ciências Econômicas e Ciências Contábeis – no Polo de Santana do Ipanema, que funcionará a partir do segundo semestre.

“É incontestável a importância da implantação de uma universidade federal pública no Sertão Alagoano, uma região do Estado de Alagoas carente de oportunidades para jovens e adultos continuarem sua escolaridade. O acesso à Universidade pública e de qualidade é a concretude de sonhos, é a redução da evasão, principalmente da juventude que busca as capitais e outros centros, mesmo sem as condições financeiras mínimas necessárias”, pondera Ediméa Santiago, diretora do Campus do Sertão.

Ficou claro o impacto da realização do primeiro vestibular, pelos resultados e participação da sociedade delmirense e circunvizinhanças na leitura da listagem dos aprovados, ao observar os dados divulgados pela Comissão Permanente de Vestibular, essa realidade fica mais explicitada.

Um indicativo que chamou a atenção da Pró-reitoria de Graduação é que, apesar de terem direito, os estudantes do Sertão preferiram não optar pelas cotas, que garantem uma disputa específica entre alunos que concluíram o ensino médio em escolas públicas. 82,9% dos candidatos passaram na classificação geral. 75% dos aprovados concluíram o ensino médio no interior e 60% em escolas públicas. “Esses dados revelam que o Campus realmente está dando oportunidade aos estudantes da região e, principalmente àqueles que não têm recursos para pagar uma faculdade privada”, destacou o Pró-reitor de Graduação, Anderson Dantas.

“Provavelmente, sem a Ufal instalada no interior, boa parte desses estudantes de escolas públicas do Sertão alagoano teria parado os estudos no ensino médio, por falta de condições para se deslocar até a capital e tentar uma vaga em Maceió, como sempre fizeram tantos estudantes antes da interiorização”, destacou a reitora Ana Dayse Dorea.

 

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