UFAM assina acordo de cooperação para uso do Navio de Ensino e Pesquisa Ciências do Mar II

UFAM assina acordo de cooperação para uso do Navio de Ensino e Pesquisa Ciências do Mar II

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) assinou, no último dia 5, junto à Universidade Federal do Maranhão (UFMA), acordo de cooperação para uso gratuito do Navio de Ensino e Pesquisa Ciências do Mar II (NEP CM II). O acordo tem vigência de cinco anos e possibilita atividades de ensino e formação de estudantes de graduação na área das Ciências do Mar, com experiência embarcada.

O reitor da Ufam, professor Sylvio Puga, evidenciou que a Marinha do Brasil já é uma importante parceira da Ufam no projeto Oftalmologia liderado pelo vice-reitor, professor Jacob Cohen. A partir do acordo oficializado agora em agosto, que tornará o navio-escola disponível, acadêmicos e pesquisadores vão ter um auxílio a mais no desenvolvimento de suas atividades de ensino, especialmente no curso de Engenharia de Pesca. “Esta é uma ação inédita, e nós estamos muito satisfeitos pelo fato de ela beneficiar não somente o ensino, mas também por criar possibilidades na Pesquisa, na Pós-graduação e na Extensão”, comemorou o reitor.

Segundo a assessora de Relações Internacionais e Interinstitucional da Ufam, professora Leda Brasil, o acordo de cooperação fecha uma lacuna quanto ao ensino da pesca e ainda fortalece as relações interinstitucionais estabelecidas pela Ufam. “As aulas práticas implicam diretamente na formação profissional dos discentes. O objetivo da ARII é oferecer oportunidades ao nosso aluno de ter a formação mais completa possível. A parceria com a UFMA preenche uma lacuna relacionada a pesca marítima”, enfatiza.

Para a docente Ufam, professora Lucirene Aguiar de Souza, a experiência embarcada proporciona aos discentes a vivência em uma embarcação preparada para o ensino. “A atividade supre a parte prática de quatro disciplinas do curso de Engenharia de Pesca, sendo elas: Navegação, Oceanografia, Tecnologia de Pesca e Máquinas e Motores aplicados à pesca e a piscicultura. Essa é uma oportunidade de permanecer embarcado em um navio oceanográfico, com equipamentos de tecnologia de ponta. Dessa forma, a participação dos alunos vai prepará-los de forma mais efetiva para o mercado de trabalho abrindo um pouco mais o leque de opções”, explica.

O foco das atividades são a navegação, a oceanografia, técnicas de salvatagem em alto mar, hidroacústica, pesca, amostragem de solo, água e plâncton. A professora lembra, ainda, o acordo de cooperação entre as instituições. “Sem a parceria com a UFMA, não teríamos o barco disponível, equipado e com os recursos necessários à nossa permanência embarcada, além da tripulação da Marinha Mercante altamente treinada para todas as atividades. Como as dificuldades nessas práticas são observadas em todas as universidades ligadas à Ciência do Mar, só um convênio entre instituições poderia tornar isso possível”, finaliza.

Embarcação

O Navio de Ensino e Pesquisa Ciências do Mar II tem casco de 32 metros de comprimento, três deques e autonomia de 12 dias para navegar. A capacidade é para 18 pessoas, entre alunos e professores, além de oito tripulantes, totalizando 26 pessoas. Sob gestão da UFMA e coordenado pelo Instituto de Ciências do Mar daquela Universidade, o navio permite a formação dos estudantes pelo manuseio e pela operação de equipamentos de uso rotineiro em atividades científicas, como coleta, processamento e armazenamento de amostras biológicas e de dados.

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