UFCSPA – A genética como aliada no tratamento contra a Aids

UFCSPA – A genética como aliada no tratamento contra a Aids

Pesquisadora da UFCSPA investiga relação entre características genéticas de pacientes soropositivos e efeitos colaterais do coquetel anti-Aids.

Graças ao avanço das terapias antirretrovirais ocorridos desde a década de 90, que retirou o caráter de “sentença de morte” da Aids, a melhoria da qualidade de vida dos pacientes soropositivos entrou no foco dos profissionais da saúde. E eles ganharam nos últimos anos um importante aliado: a ciência farmacogenética.

 “A farmacogenética busca responder à seguinte pergunta: por que duas pessoas com características semelhantes respondem de forma diversa ou sofrem diferentes efeitos adversos de um mesmo medicamento?”, esclarece a professora de Biologia Molecular da UFCSPA, Vanessa Suñé Mattevi. A resposta está na variabilidade genética de cada indivíduo.

 Neste sentido, a professora conduz desde 2006 uma série de pesquisas para desvendar a relação entre o aparecimento de efeitos colaterais do coquetel anti-AIDS e as características genéticas dos pacientes submetidos ao tratamento. “Nosso grande desafio é encontrar, dentro do genoma humano, as diferenças que possam estar relacionadas a problemas comuns do tratamento, como a neuropatia, a anemia e a lipodistrofia”, explica Vanessa.

A lipodistrofia foi o primeiro efeito estudado pelo grupo de pesquisadores. Síndrome que provoca alterações anormais nos níveis de gordura corporal, ela pode se manifestar na forma de lipoatrofia (perda de gordura na face, nádegas e membros) ou de lipo-hipertrofia (acúmulo no peito, costas ou abdômen), sendo um dos principais obstáculos para a adesão dos pacientes ao tratamento contra a AIDS. E a doença não tem apenas consequências estéticas.  “Ela provoca o aumento do nível de colesterol e de triglicerídios no sangue, aumentando o risco de doenças cardiovasculares a longo prazo, além do risco de diabetes tipo 2”, complementa.

A pesquisa foi desenvolvida a partir de uma amostra de 614 pacientes soropositivos das cidades de Porto Alegre, Rio Grande e Pelotas, em tratamento há mais de um ano. Eles passaram por uma bateria de exames como índice de massa corporal, níveis de gordura e glicose, para detectar a ocorrência de lipodistrofia. Em seguida foram avaliados, pelo processo de genotipagem, aqueles genes que poderiam estar envolvidos no metabolismo dos medicamentos.

 De acordo com a professora, até agora foram estudados na amostra 31 genes e, dentro deles, 45 polimorfismos (variações possíveis dentro de um mesmo gene). Entre outras descobertas, a pesquisa revelou a diferença do padrão de alteração de gordura entre homens e mulheres lipodistróficos. Enquanto eles sofrem com a perda anormal de gordura, elas acumulam mais na parte central do corpo.

“Queríamos entender melhor o porquê disso, e assim estudamos as variações nos genótipos dos receptores de estrógeno, o hormônio feminino”, detalha Vanessa. Os pesquisadores descobriram que, entre as três combinações possíveis no genótipo de um dos receptores, as mulheres que apresentavam uma determinada variação possuíam um nível de gordura corporal cerca de 16% superior às demais. “O resultado sugere que tal variação genética é importante na manifestação da lipo-hipertrofia em mulheres”, explica.

Outro efeito adverso comum do tratamento é a hiperbilirrubinemia. Frequente entre os usuários do atazanavir (ATZ), um dos medicamentos amplamente utilizado contra a AIDS, a síndrome caracteriza-se pelo amarelamento da pele e dos olhos devido à sobrecarga do fígado. Para investigar o porquê da maior sensibilidade de alguns usuários ao problema, os pesquisadores analisaram o gene UGT1A1, relacionado ao metabolismo de substâncias importantes para o corpo. “Os resultados foram relevantes. Há três variantes possíveis para este gene, e uma delas praticamente dobra a chance da ocorrência de hiperbilirrubinemia nos usuários de ATZ”, revela a professora.

As descobertas, além de outras que ainda serão publicadas pelo grupo de pesquisadores, representam um passo rumo ao que a professora chama de “sonho dourado” da farmacogenética: a escolha de medicamentos específicos para cada paciente, de acordo com seu genoma. “Há muitas variáveis envolvidas, como o custo-efetividade em termos de saúde pública. Entretanto, estas descobertas possibilitam que, no futuro, isto seja uma realidade”, projeta Vanessa.

 

 

 

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