Ufersa e MDR desenvolvem plataforma de soluções tecnológicas para o semiárido

Ufersa e MDR desenvolvem plataforma de soluções tecnológicas para o semiárido

Interface da Plataforma Sabiá sendo apresentada em diferentes telas

Reunião virtual da última semana entre a equipe de colaboradores da Sabiá com o MDR e demais entidades e orgãos / Imagem reprodução

A Plataforma irá dispor de cadastros de tecnologias, área de usuários, banco de dados georreferenciados e analisados por uma curadoria, canais de relacionamentos – como chats, fóruns, mensagens e FAQs, banco de editais, relatos de experiências, entre outros / Imagem reprodução

A Ufersa, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Regional – MDR, se prepara para lançar uma nova plataforma digital que irá agregar soluções tecnológicas e assim atender as demandas do Semiárido. A Plataforma Sabiá, como já foi batizada, será um grande portal com várias funcionalidades de forma a integrar pesquisadores, produtores, bancos, universidades, governos e empresários tudo dentro de um mesmo espaço. A ideia é aproximar e facilitar a comunicação e a interação entre quem produz e quem precisa da produção.

Para isso, a Plataforma irá dispor de cadastros de tecnologias, área de usuários, banco de dados georreferenciados e analisados por uma curadoria, canais de relacionamentos – como chats, fóruns, mensagens e FAQs, banco de editais, relatos de experiências, etc. O espaço digital também irá prospectar recursos de financiadores (simuladores de financiamentos e financiamentos coletivos) e criar um banco de oportunidades com buscas, detalhamentos, identificação de parâmetros e avaliações tecnológicas feitas em tempo real.

E não é só. Dentro do cronograma de implantação, existe o planejamento de inserir Startups, capacitar pessoas, certificar empresas, fomentar novas técnicas de inovação para as escolas agrárias do país e até financiar algumas empresas incubadas para que elas façam as aplicações das tecnologias no campo, tudo dentro do modelo das Rotas da Economia Circular já em execução no MDR.

A Plataforma começou a ser desenvolvida em março por analistas de Tecnologia da Informação vinculados a Ufersa e também por bolsistas e colaboradores da área da Computação. A Interface da Sabiá já está pronta e começou a ser apresentada a parceiros. O objetivo nesse momento é fazer os ajustes no formato e no conteúdo antes de disponibilizar os recursos para a sociedade.

Nesta terça, dia 23, o projeto foi apresentado a assessores e técnicos do Ministério do Desenvolvimento Regional em uma conferência online. Participaram o assessor do Ministério, Aldo Aloisio Dantas da Silva, o coordenador da Rota da Integração da Economia Circular, Luiz Paulo, e o coordenador-geral de Sistemas Produtivos e Inovativos da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Regional e Urbano do Ministério, Vitarque Coelho. Na semana passada, uma outra reunião com o mesmo propósito foi apresentada aos representantes de órgãos e instituições que trabalham na linha do desenvolvimento do semiárido como a SUDENE, FIDA – Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, Embrapa, Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Ceará e INSA – Instituto Nacional do Semiárido.

O projeto da Plataforma é coordenado pelo analista de tecnologia da informação, Nichollas Rennah, e tem como vice-coordenador o professor Jean Berg Alves. A equipe ainda conta com professores e profissionais para a elaboração de um plano de gestão/negócios, comunicação e marketing. O financiamento inicial da plataforma se deu graças a um Termo de Execução Descentralizada (TED) assinado entre a Ufersa e o Ministério do Desenvolvimento Regional em 2019. A meta é consolidar a plataforma nos próximos anos e buscar novas parcerias e fontes de financiamento para manter a Sabiá voando e conquistando novos ares de tecnologias e negócios para o Semiárido.

Nos encontros, a Plataforma foi bem recebida pelos representantes do MDR e das demais instituições, que puderam e que devem contribuir com ações. Para a equipe do Ministério do Desenvolvimento Regional, as expectativas são as melhores para Plataforma que irá agregar também as iniciativas e as tecnologias já em execução no próprio MDR. Segundo Vitarque Coelho, uma proposta que deve movimentar a Plataforma é a realização de Hackthons voltados à questão do abastecimento rural. Seria uma espécie de Aquathon – uma competição para as empresas das universidades desenvolverem tecnologias dentro desse contexto de recursos hídricos.

Outras reuniões estão sendo planejadas para a montagem definitiva da Plataforma. A expectativa, dentro do cronograma, é fazer o lançamento de todo conteúdo e funcionalidades entre outubro e novembro deste ano.

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