Ufersa Global discute internacionalização da Universidade

Ufersa Global discute internacionalização da Universidade

Ufersa Global é uma ação ação voltada para a promoção de estratégias visando a internacionalização da instituição de ensino superior/Foto: Passos Júnior

Professores, pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação estão reunidos nesta quinta-feira, 26, no Campus Sede da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró, a internacionalização da Universidade. A Ação Ufersa Global acontece no Auditório da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, com a presença as Profas. Dras. Simone Sarmento e Elizabeth Cirne-Lima, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e, o Prof. Dr. Leandro Tessler, da Universidade de Campinas. “A ação é mais uma iniciativa da Ufersa voltada para a promoção de estratégias visando a internacionalização da instituição” explicou o professor, Mário Martins, da Assessoria de Relações Internacionais da Ufersa – ARI.

Para o reitor, professor José de Arimatea, a ARI vem desempenhando importante papel com o estreitamento da relação da Ufersa com outras instituições com a abertura de novos editais de mobilidade. “Mesmo com a escassez de recursos são com eventos dessa natureza que faz a Ufersa avançar no desafio da internacionalização”, acredita o reitor.

O professor Leandro Tessler enfatiza que há alguns anos já existe nas universidades brasileiras um movimento muito forte pela internacionalização, tendo alcançando um pico com o Programa Ciências Sem Fronteiras que possibilitou a ida de muita gente para estudar forra do país. “A internacionalização vai além de intercâmbio de alunos, hoje as universidades buscam institucionalizar a internacionalização, fazendo com que seja algo orgânico da universidade, integrado com os currículos e com os propósitos da instituição”, frisou.

Prof. Dr. Leandro Tessler, da Unicamp, aponta caminhos para internacionalização da Universidade/Foto: Passos Júnior

Para LeandroTessler o caminho para essa conquista pelas universidades se encontra na mobilização da comunidade acadêmica fazendo com que se possa construir um plano estratégico internacional compatível com a realidade de cada instituição. “Tem que ser um plano exequível e que esteja ao alcance dos docentes e estudantes”, frisou. O professor recomenda os estudantes a abrirem “o coração para o mundo”, entendendo que esse mundo é grande e que tem muita coisa sendo feita fora do país. Aprender uma língua estrangeira, por exemplo, pode ser o primeiro caminho, recomenda o professor Tessler.

O professor considera que o Brasil é um país cheio de particularidades regionais e que só tem a ganhar com a internacionalização. “Hoje falamos de ‘glocaligestion’,uma mistura de globalização com localização, cada lugar, cada região tem peculiaridades que são muito importantes para internacionalizar”, considerou.

Ainda segundo o professor o importante é que a internacionalização qualifique os cursos e a formação oferecida pelas instituições. “Se temos o componente internacional as pesquisas se tornam muito mais relevantes”, argumentou, considerando que o potencial para a internacionalização depende principalmente das pessoas que devem entender e se mobilizarem para esse fim por meio da qualificação da instituição e na resolução de problemas locais.

Compartilhar