UFERSA – Pesquisa de professor da Ufersa utiliza a visualização espacial de dados no combate ao coronavírus

UFERSA – Pesquisa de professor da Ufersa utiliza a visualização espacial de dados no combate ao coronavírus

A ciência na linha de frente no combate ao coronavírus. Em estudo de visualização espacial gráfica por meio de dados divulgados pelo IBGE para os casos confirmados de Covid-19 no estado do Rio Grande do Norte, o professor Ciro José Jardim de Figueiredo, do curso de Engenharia de Produção da Ufersa, Campus Angicos, identificou os locais com maiores chances de ocorrência do vírus. Os resultados da pesquisa apontam estratégias de ações para combater o coronavírus e reforçam a importância do isolamento social para reduzir os casos.

“As conclusões do estudo mostram que em relação ao número de casos de Covid-19, as duas zonas quentes (hot spots), que são os locais com maior incidência de casos, se concentram na zona metropolitana de Natal e em Mossoró. Em Natal, se propaga para os demais municípios em torno da capital, porém diminui a medida que se afasta da área com o maior número de ocorrências. Para Mossoró, a mesma situação se repete com alta concentração de casos neste município. Não há significância para os municípios em torno de Mossoró, pois a quantidade de ocorrências é muito pequena. Todos os demais municípios não possuem significância estatística, ou seja, apresentam quantidade de casos pequenos, ou não possuem casos confirmados”, afirma o professor.

Ainda segundo o docente, os mapas produzidos no estudo podem ser usados como ferramentas que permitem aos gestores dos governos estadual e municipal direcionarem esforços de recursos para os locais com maiores chances de ocorrências. Também possibilita o uso de estratégias em cidades com menor densidade populacional, como controle de entrada de pessoas e transporte de regiões com casos de ocorrências. Além de incentivar o próprio isolamento social.

A pesquisa foi realizada por meio da técnica HotSpotOptimization, que consiste em uma análise estatística significativa nas regiões com maior número de ocorrências. Em seguida, foram consideradas duas variáveis divulgadas pelo IBGE: 1) densidade demográfica estimada para 2019 e 2)% de saneamento básico. “Essa análise gera mapas com estatística significativa de regiões quentes (hot spots) e frias (cold spots)”, explica o professor.

O estudo faz parte do projeto de pesquisa “Modelos de decisão espacial para planejamento urbano e rural no semiárido potiguar”, realizado pelo grupo de pesquisa PRODE (Grupo de Estudos e Pesquisas em Análise Quantitativa para o Processo Decisório), ambos coordenados pelo professor Ciro. “Embora outros temas façam parte deste projeto, o cenário atual possibilitou essa pesquisa. Então, esse estudo foi desenvolvido nesse momento para contribuir com informações que possam ser úteis à comunidade. O objetivo a partir de agora é continuar atualizando as informações para obter resultados mais concretos”. O próximo passo será o de transformar a pesquisa em um documento para ser submetido a um periódico de alto impacto em Pesquisa Operacional, área de atuação do docente.

Acesse AQUI o estudo na íntegra.

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