UFERSA – Pesquisa propõe metodologia de ensino da Física para alunos especiais

UFERSA – Pesquisa propõe metodologia de ensino da Física para alunos especiais

Tem se tornado crescente na Universidade Federal Rural do Semi-Árido a produção de pesquisas voltadas para atenção às necessidades especiais, de diversas naturezas. O agora mestre Paulo Victor Paula Loureiro é mais um a deixar uma importante contribuição com a defesa da dissertação de mestrado intitulada “Um estudo de caso do processo de ensino e aprendizagem de conceitos de Energia por um aluno com Síndrome de Aspeger”.

A síndrome está incluída no Transtorno do Espectro Autista – TEA, e o desafio de Paulo Victor, sob a orientação do professor Dr. Alexsandro Pereira Lima, foi propor à comunidade uma metodologia para o ensino de Física aos alunos diagnosticados com o Transtorno. “Alguns conceitos da Física são absorvidos com certa dificuldade por muitos estudantes, imagine então por uma criança com necessidades especiais”, pondera o orientador.

Para propor a metodologia de ensino e aprendizagem, o estudo de caso foi realizado com um garoto de 18 anos de idade, cujo diagnóstico foi confirmado aos 10 anos, depois de Avaliações da Neuropediatria que também revelou déficit cognitivo, dificuldades psicossociais e distúrbio bipolar. O garoto está matriculado no Centro de Referência em Educação e Atendimento Especializado do Ceará – CREAECE que funciona na sede do Instituto de Educação do Ceará – IEC.

Paulo Victor é professor desse Centro de Referência e foi a partir da sua vivência na sala de aula que surgiu a motivação de propor a pesquisa na seleção do Programa Nacional de Mestrado Profissional de Ensino de Física – MNPEF. A Ufersa é uma das Instituições de Ensino Superior que detêm polo desse Mestrado, em Mossoró, criado pela Sociedade Brasileira de Física – SBF para difundir e formar professores do Ensino Básico (Fundamental e Médio) com ênfase em aspectos de conteúdos na Área de Física.

O professor Alexsandro Lima releva o tamanho do desafio para alcançar a proposta. “Não tínhamos bagagem de vivência na área do Ensino Especial, no entanto sabíamos da importância e o impacto social que um trabalho desta natureza teria e com isso agregamos nosso conhecimento científico à vivência do orientando na área”.

Para chegar ao produto final da metodologia proposta, a pesquisa revelou um aspecto importante para a literatura nessa área. “Os gestos estereotipados, como o toque, por exemplo, são quase sempre relacionados ao estresse. No entanto detectamos na pesquisa que o garoto desenvolvia esses gestos quando estava contente, em excitação e alegre pelo desenvolvimento de um conhecimento proposto”, explicou o orientador.

Os dados estatísticos sobre a população com Transtorno do Espectro Autista no Brasil não são consolidados, mas estima-se que ele já esteja na casa dos 2 milhões de diagnosticados.

ASSECOM – Universidade Federal Rural do Semi-Árido

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