Ufes adota medidas para enfrentar efeitos da crise econômica

Ufes adota medidas para enfrentar efeitos da crise econômica

Diante do cenário de instabilidade econômica e financeira que o país atravessa, o reitor Reinaldo Centoducatte explica à comunidade universitária e à sociedade as ações que estão sendo adotadas objetivando atenuar os efeitos da crise que atinge o funcionamento da Ufes e demais universidades federais. Ele esclarece que, na Ufes, há contratos que foram redimensionados com a redução dos seus valores em até 25%, além da racionalização dos recursos. Essas medidas visam a redução de gastos com itens importantes no consumo e serviços.

As primeiras medidas, segundo o reitor, foram no sentido de orientar as unidades acadêmicas e administrativas para a necessidade da redução do consumo, visando a economicidade. O reitor enfatiza que as medidas são de caráter emergencial, que objetivam o funcionamento das atividades acadêmicas, administrativas e serviços essenciais.

Além dessas ações, o reitor Reinaldo Centoducatte vem participando de intensas rodadas de negociação na esfera do governo federal, juntamente com outros dirigentes de instituições federais de ensino. Ele diz que a gestão universitária vê, com apreensão, a situação econômica atual, e trabalha na perspectiva de que o repasse de recursos orçamentários seja normalizado, para que a Ufes possa cumprir os seus compromissos. De acordo com o reitor, o impacto da crise econômica na Universidade somente não atingiu o limite da inviabilidade de funcionamento das atividades, porque a universidade já estava trabalhando com equilíbrio financeiro e planejamento, assegurando a sua sustentabilidade financeira.

Incerteza
O reitor também acentua que as preocupações da comunidade universitária e da sociedade em relação à crise econômica são as mesmas da Administração Universitária. Ele observa que a aprovação do Orçamento da União pelo Congresso Nacional ocorreu somente em março – com vários meses de atraso – e que a sua execução ainda depende de decreto presidencial. Ele estima ainda que a Lei Orçamentária, provavelmente, sofrerá cortes em função das medidas de ajuste econômico. Segundo o reitor, é nesse quadro de incertezas que a Ufes busca encontrar soluções, sobretudo por meio da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em negociações diretas com o governo federal, a fim de se evitar prejuízos ainda maiores ao funcionamento da Ufes e demais universidades.

Em sua avaliação, o cenário econômico é de incertezas, com um orçamento aprovado, mas que apenas sinaliza as previsões financeiras da Universidade. “A questão crucial é o não repasse dos recursos no volume necessário”, pondera. A maneira equilibrada e sustentável com que a Ufes vem sendo gerenciada, segundo ele, possibilitou que a instituição suportasse os efeitos da crise nos últimos meses, mesmo num cenário crítico e complexo. Contudo, o reitor entende que, para que a crise não se agrave nas universidades, é necessário que a normalização dos repasses orçamentários, sem contingenciamento.

O reitor explica que, caso os contingenciamentos sejam mantidos, haverá dificuldades para o atendimento das demandas. “A Ufes cresceu significativamente nos últimos anos, sobretudo com a expansão e a interiorização promovidas por meio de programas do governo federal. Isto significa que houve considerável crescimento em termos de infraestrutura, com a construção de novas instalações físicas e aquisição de equipamentos, além do aumento bastante elevado do número de estudantes, contratação de mais professores e técnicos em educação, com a consequente ampliação das atividades acadêmicas e serviços”, argumenta o reitor. “O fato é que os repasses orçamentários não acompanham esta evolução, o que impacta nas despesas”, destaca.

Ele argumenta que a Ufes está em meio a um intenso e permanente processo de negociação com o governo federal, por meio do Ministério da Educação, que, por sua vez, dialoga com a Fazenda. “Vamos intensificar este processo até esgotarmos todos os canais possíveis. Entretanto, independentemente da situação econômica atual, esperamos que o governo federal mantenha os compromissos assumidos com a educação brasileira”, finalizou.

Ascom UFES

Compartilhar