UFFS – Campus Chapecó vira cenário para simulações de acidentes e atendimentos

UFFS – Campus Chapecó vira cenário para simulações de acidentes e atendimentos

Com carros, motos e caminhões, vítimas, maquiagens realistas e muito aprendizado. Foram assim os quatro dias – de quinta a domingo – para os participantes do curso de Atendimento Pré-Hospitalar (APH), que ocorreu na UFFS – Campus Chapecó. Foram aulas teóricas e simulações, que ensinaram, entre outras técnicas, o protocolo start, voltado ao atendimento adequado em acidentes com múltiplas vítimas (a partir de cinco vítimas).

Conforme o instrutor do curso, Wladimir Ricardo do Nascimento (que também é instrutor da Associação Americana de Cardiologia e do Colégio Norte-Americano de Médicos Emergencistas), a turma, formada por estudantes de Enfermagem da UFFS e de cursos técnicos de outras instituições, teve uma atuação excelente por ser o primeiro contato com o atendimento pré-hospitalar. “Eles fizeram uma triagem perfeita, estabilizaram adequadamente e conseguiram manusear os equipamentos corretamente”, elogia.

No acidente com múltiplas vítimas, em que se aplica o protocolo start, o líder da equipe faz a avaliação da cena e classifica as vítimas. Ele coloca cartões de identificação com cores em cada uma delas: verde não tem risco de morte, consegue caminhar ou tem escoriações ou lesões consideradas leves; amarelo não tem risco iminente de morte, mas possui fraturas (exceto de ossos longos) ou traumatismo de crânio encefálico leve; vermelho tem risco iminente de morte, como fraturas de ossos longos ou traumatismo de crânio encefálico grave com afundamento de crânio ou trauma torácico; e cinza quando a pessoa está em óbito.

As cores também servem para ordenar quem precisa ser retirado primeiro: vermelho, amarelo, verde e cinza. Depois, é necessário levar as pessoas para um local afastado do acidente. Conforme a estudante de Enfermagem e uma das organizadoras do curso, Fabíola Feltrin, é necessário, nesta fase do atendimento, o monitoramento constante até a chegada da ambulância, já que a situação de vítimas “menos graves” pode evoluir.

Além do protocolo start, os cursistas também passaram pela parte prática com outras simulações, como amputação, fratura de exposta de fêmur, objeto cravado e evisceração. Todas foram feitas com maquiagens realistas para tornar a prática bem próxima de uma situação de crise.

Para a participante do curso e acadêmica de Enfermagem da nona fase, Vanila Eloá Franceschi, o curso foi de extrema importância. “Como futura profissional de saúde, o curso deu uma noção excelente do atendimento pré-hospitalar, especialmente na questão prática”, avalia.

O curso foi trazido pelas estudantes de Enfermagem Fabíola Feltrin, Kelly Zanella, Cristiane Marolli, Marizete Toldo e Fabrício Maas. A empresa promotora do curso, a TW&M Life Support, de São Leopoldo (RS), esteve pela primeira vez em Chapecó.

ASCOM – Universidade Federal da Fronteira Sul

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