UFG – Cortes afetam a capilaridade da pesquisa no Brasil, diz vice-presidente da Andifes

UFG – Cortes afetam a capilaridade da pesquisa no Brasil, diz vice-presidente da Andifes

O reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG) e vice-presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Edward Madureira (UFG), participou da audiência pública “A situação orçamentária do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)”, na Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta quarta-feira (28/8).

Reitor da UFG destacou a importância do Congresso Nacional para reverter a situação orçamentária atual. Foto: Câmara dos Deputados

A reunião ocorreu a partir de requerimentos de deputados federais e foi organizada pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara. Durante a sua fala, representando a Andifes, Edward ressaltou que os cortes na verba do CNPq serão sentidos em toda a cadeia da pesquisa científica existente nas universidades federais (334 câmpus) e institutos federais (700 unidades) distribuídos em todo o País.

Edward Madureira destacou que a manutenção e mesmo a ampliação desses recursos é estratégica para o País que vivencia os últimos anos de um bônus demográfico – quando o número de pessoas com idades entre 15 e 64 anos é maior do que o de crianças e idosos. “Esse bônus populacional tem data para acabar. A quantidade jovens do País está diminuindo ano a ano e caso não se invista fortemente em educação e pesquisa científica, não teremos jovens suficientemente estimulados para trabalhar pelo desenvolvimento do Brasil”, afirma.

Participaram da audiência pública, deputados federais e representantes de instituições dedicadas ao ensino e à pesquisa e representantes do governo federal. Foto: Câmara dos Deputados

O gestor da UFG observa que a manutenção do mesmo valor do orçamento de um ano para outro é, na prática, o mesmo que a redução dos recursos disponíveis, já que as tarifas e demais despesas continuam aumentando. “Na atual situação, as bolsas do CNPq estão sem reajuste há seis anos. Por quanto tempo mais conseguiremos incentivar jovens a serem pesquisadores com valores congelados há tanto tempo”, questiona o reitor para quem o Congresso Nacional pode ter um papel decisivo não apenas para reverter, mas também de ampliar recursos para o próximo ano.

Edward aproveitou a presença de deputados na audiência pública para reforçar que “o Congresso Nacional pode ter um papel decisivo não apenas de reverter, mas de ampliar recursos para o ano que vem”, conclui.

Participaram da audiência pública deputados federais e representantes de instituições dedicadas ao ensino e à pesquisa e representantes do governo federal como o presidente do CNPq, João Luiz Filgueiras de Azevedo, o secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC),Julio Francisco Semeghini Neto, o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), dentre outros.

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