UFG: Movimentos sociais fazem ato em defesa da democracia

UFG: Movimentos sociais fazem ato em defesa da democracia

Reitor da UFG destacou conquistas das universidades federais nos últimos anos

Movimentos sociais ligados à Frente Brasil Popular realizaram na tarde da sexta-feira (18/3) o ato público “Nas ruas contra o golpe, em defesa da democracia”. A mobilização de Goiânia ocorreu simultaneamente a manifestações em outros estados. O reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG) Orlando Amaral abriu a plenária que reuniu integrantes de movimentos sindicais, sociais e religiosos, estudantes, professores e políticos, no auditório da Faculdade de Direito, na Praça Universitária.
“Esta Universidade, nos últimos anos, passou a ter a cara dos brasileiros, passou a receber alunos de escolas públicas, negros, índios e quilombolas. Esta é a nossa Universidade, do povo goiano e do povo brasileiro”, discursou o reitor. Ele também destacou a expansão das instituições federais de ensino superior, com abertura de novos cursos e de regionais no interior. “Esse é um legado que precisa continuar”.
Ato público
Reitor da UFG abriu a plenária no Auditório da Faculdade de Direito
Orlando Amaral citou ainda um dos pontos do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê elevar a taxa bruta de matrícula na educação pública superior para 50% da população de 18 a 24 anos, até o ano de 2024. “Uma mudança de postura e de prioridades pode colocar em risco esses objetivos”, ressaltou. Na ocasião também foi lida a nota pública divulgada essa semana pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
No documento, a entidade manifesta preocupação com o agravamento da crise política e econômica no país e suas ameaças à ordem constitucional e aos direitos civis, políticos e sociais do povo brasileiro. A nota afirma que os reitores das Universidades Federais “repudiam argumentos pseudo-jurídicos utilizados para encobrir interesses político-partidários, com a divulgação seletiva de elementos processuais antes da conclusão dos processos, ignorando o princípio da presunção de inocência”.
Mais de mil pessoas compareceram ao ato público na Praça Universitária
Após a plenária, os manifestantes se concentraram na Praça Universitária para dar continuidade ao ato público. Estudante de Geografia da UFG, Isabela Possas destacou a importância do movimento como forma de se posicionar contra as irregularidades do processo que pede o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A estudante também criticou a seletividade na divulgação das informações que, segundo ela, privilegia apenas um lado.

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