UFJF – Conferência brasileira reúne em JF estudiosos de folkcomunicação

UFJF – Conferência brasileira reúne em JF estudiosos de folkcomunicação

Pela primeira vez, Juiz de Fora sedia a 14ª Conferência Brasileira de Folkcomunicação (Folkcom) 2011, uma promoção da Rede de Estudos e Pesquisa em Folkcomunicação (Rede Folkcom) e da Cátedra Unesco de Comunicação. A abertura acontece nesta quarta-feira, dia 4, tendo como tema central “O artesanato como processo comunicacional”.

A intenção do evento – organizado na cidade pela Faculdade de Comunicação Social (Facom) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação (Ppgcom) e pela Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (FES/JF) – é compreender os mecanismos comunicacionais das expressões identitárias locais e regionais que utilizam o artesanato como forma de expressão. A expectativa dos organizadores é reunir aproximadamente 800 pessoas, já que, paralelamente, será realizado o IX Encontro Regional de Comunicação (Erecom). A Abertura será às 19h, na Faculdade Estácio de Sá.

Durante o encontro, que vai até sábado, dia 7, serão homenageados seis expoentes da comunicação, com importância na região e em âmbito nacional, entre eles: José de Barros, Joseph Luyten, Roberto Benjamin, José Marques de Melo, José Luiz Ribeiro e Antônio Carlos Weitzel. Um dos organizadores do encontro, Guilherme Fernandes, comenta que esses nomes foram escolhidos por suas representatividades no universo da Folkcomunicação.

A cada ano, um tema é escolhido para ser debatido no Folkcom. A primeira edição do evento foi promovida em 1998 na Universidade Metodista de São Paulo (Umesp). Esta é a segunda vez que a Conferência acontece em Minas. A primeira foi em 1999, na Fundação de Ensino Superior de São João del Rei (Funrei). O tema deste ano, “O artesanato no processo comunicacional”, foi escolhido por estar presente na obra de Luiz Beltrão, e por ser algo que identifica a cultura mineira.

O evento terá a participação de mais de 25 conferencistas, entre eles: Antônio Hohlfeldt, presidente da Sociedade de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom); José Marques de Mello, diretor da Cátedra Unesco de Comunicação, e um dos maiores autores sobre o tema, com mais de 50 livros publicados; e Carlos Nogueira, da Universidade de Nova Lisboa de Portugal.

Originalmente brasileira
Para o pós-doutor Severino Lucena Filho, professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que está desde o início da semana ministrando o curso “Folkcomunicação e novas tecnologias” para alunos do Mestrado em Comunicação, a conferência é importante por três motivos: primeiro, por dar visibilidade à teoria da Folkcomunicação, que é originalmente brasileira e está cada vez mais sedimentada no país; segundo, pelo intercâmbio de informações entre os vários pesquisadores que estarão presentes no evento; e em um terceiro momento, pelo contato dos mestrando da linha de tecnologias da comunicação com a teroria Folk.

Entenda mais
O termo Folkcomunicação surgiu em 1967 em decorrência dos estudos de Luiz Beltrão em sua tese de doutorado. Frases de para-choque de caminhão; grafites em muros de cidades; cruzes na beira de estradas, indicando a morte de alguém; costumes religiosos e manifestações folclórica, maneiras de se comunicar que estão na fronteira entre as várias formas de cultura popular e a comunicação de massa. Esses são os objetos de análise da área de pesquisa.
Para Beltrão, a Folkcomunicação é a comunicação dos marginalizados, ou seja, daqueles que estão à margem da grande mídia e precisam comunicar aos seus pares alguma informação. Folkcomunicação é, assim, o processo de intercâmbio de informações e manifestação de opiniões, ideias e atitudes da massa, por agentes e meios ligados direta ou indiretamente ao folclore.
Confira a programação clicando aqui
Outras informações: www.folkcom2011.com.br

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